EUA registram mais de 178 casos de sarampo em uma semana; 43 surtos ativos

Destaques
- •Sarampo volta a assustar nos Estados Unidos com mais de 178 novos casos e 43 surtos ativos em uma semana.
- •Queda na cobertura vacinal, impulsionada por movimentos antivacina, é apontada como principal causa do aumento.
- •Especialistas alertam para o risco de complicações graves e a alta transmissibilidade da doença, que já causou três mortes confirmadas.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos divulgaram nesta sexta-feira (23/10) um novo balanço sobre o avanço do sarampo no país. Foram registrados mais 178 casos da doença na última semana, elevando para 43 o número de surtos ativos em diversas regiões americanas. O total de casos confirmados no ano já ultrapassa 4.588, o dobro do registrado em 2025, com três mortes confirmadas até o momento.
A principal causa para o ressurgimento da doença, segundo especialistas, é a queda na cobertura vacinal. Movimentos antivacina têm ganhado força nos Estados Unidos, desestimulando a imunização da população. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, com o vírus podendo permanecer no ar por até 24 horas, sendo consideravelmente mais transmissível que o vírus da gripe e da Covid-19.
Impacto e Complicações da Doença
O sarampo pode evoluir para complicações graves, como pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro), especialmente em crianças com menos de 5 anos. Em alguns casos, a doença pode ser fatal. A alta transmissibilidade do vírus representa um desafio para as autoridades de saúde, que buscam conter a disseminação em meio à baixa adesão à vacinação.
Vacinação: A Principal Forma de Prevenção
A vacina tríplice viral é a ferramenta mais eficaz para prevenir o sarampo. A recomendação padrão é a aplicação de duas doses: a primeira aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Em situações de surto, como a que o país enfrenta, o Ministério da Saúde sugere a aplicação de uma dose em bebês a partir dos 6 meses e a revacinação de adultos.
Situação Crítica em Alguns Estados
Alguns estados americanos enfrentam surtos particularmente severos. A Pensilvânia, por exemplo, está vivenciando seu pior surto em três décadas, com 1.338 casos relatados em apenas um dia. Carolina do Sul e Utah também já ultrapassaram a marca de 500 casos. Há a suspeita de que o número real de infectados seja ainda maior, devido a uma possível subnotificação da doença.



