EUA investigaram Operação Prato da FAB sobre OVNIs no Pará
Destaques
- •Pentágono enviou equipe ao Pará em 2009 para coletar informações sobre a Operação Prato, investigação da FAB sobre OVNIs entre 1977 e 1978.
- •Empresa BAASS, contratada pelo Departamento de Defesa dos EUA, classificou os documentos da Operação Prato como prioridade máxima, coletando 205 páginas impressas e mais de 250 eletrônicas.
- •Novos lotes de documentos sobre OVNIs, incluindo informações sobre a Operação Prato, são divulgados mensalmente pelo Pentágono.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por meio da empresa aeroespacial BAASS (Bigelow Aerospace Advanced Space Studies), enviou uma equipe de especialistas ao norte do Brasil em 2009 com o objetivo de obter informações sobre a Operação Prato. Realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) entre dezembro de 1977 e abril de 1978, a operação investigou a presença de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs), popularmente conhecidos como "chupa-chupa", no estado do Pará.
A missão norte-americana, que exigiu discrição rigorosa, visava entrevistar testemunhas e coletar dados sobre os fenômenos UAP (Unidentified Aerial Phenomena). Os documentos revelados indicam que a BAASS considerou o material sobre a Operação Prato como a mais alta prioridade de sua organização. A empresa teve acesso a 205 páginas impressas de documentos vazados e mais de 250 páginas eletrônicas, além do histórico de mais de 3 mil casos investigados pelo Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU).
Investigação e Coleta de Dados
A BAASS reuniu depoimentos de pesquisadores locais, incluindo membros do CPU, arquivos civis e documentos militares da FAB relacionados à Operação Prato que circulavam na internet. Uma testemunha em Belém relatou ter visto objetos entre 2001 e 2007, acreditando que os eventos em Colares continuavam, mas não eram mais relatados pela população.
O relatório da empresa norte-americana também mencionou o episódio "a Noite dos OVNIs", ocorrido em 1986, onde pilotos brasileiros relataram avistamentos de objetos estranhos. Outros relatos descreveram estruturas que emitiam feixes de luz em direção ao solo, com relatos de pessoas que teriam sido queimadas por essas luzes.
Abrangência das Investigações
Embora Colares, no Pará, tenha sido o foco principal, as investigações e a coleta de relatos se estenderam por diversas regiões do país. Equipes foram enviadas ao Norte (Colares, PA), Nordeste (Itatira e Sobral, CE), Sudeste (São Paulo) e Centro-Oeste (Brasília).
A BAASS recomendou, ao final de seu relatório, o envio de uma equipe própria a Colares para filmar os fenômenos e entrevistar moradores. Além disso, sugeriram uma análise mais aprofundada dos documentos da FAB que haviam sido vazados online.
Os documentos do Pentágono sobre OVNIs estão sendo divulgados gradualmente em lotes mensais. Até o momento, sete lotes foram publicados, sem informações adicionais sobre a continuidade de operações específicas voltadas à Operação Prato.



