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Estudante de 13 anos abraça Lula e defende mais políticas para pessoas com deficiência

01 de novembro de 2026
Estudante de 13 anos abraça Lula e defende mais políticas para pessoas com deficiência

Destaques

  • •Daniel Vidal, de 13 anos, teve um breve encontro com o presidente Lula em seu aniversário e expressou admiração e desejo de participar da política.
  • •O estudante, que tem baixa visão, defendeu a criação de um ministério exclusivo para pessoas com deficiência e mais acessibilidade no país.
  • •O garoto também mencionou a importância da participação jovem na política e o desejo de ver o Brasil como país desenvolvido.

Em um breve encontro de 50 segundos durante a comemoração do aniversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o estudante brasiliense Daniel Vidal, de 13 anos, conseguiu expressar sua admiração pelo presidente e defender a importância das políticas públicas para o Brasil. O garoto, que tem menos de 5% da visão em cada olho devido a uma doença genética, aproveitou o momento para agradecer pelas políticas que beneficiam o país e manifestar o desejo de se tornar presidente no futuro.

Daniel, acompanhado de seus pais, o bancário Fernando Moura e a servidora pública Raquel Vidal, faltou a um compromisso de futebol ao saber da homenagem ao presidente. Ele ressaltou que, se tivesse mais tempo, falaria sobre como as políticas públicas ajudaram o país e sugeriria a criação de um ministério dedicado às pessoas com deficiência. Desde janeiro de 2023, o Brasil conta com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Acessibilidade e Inclusão

O estudante destacou a precariedade da acessibilidade em diversos locais que frequenta, citando pisos irregulares, falta de rampas ou elevadores em prédios e dificuldades no transporte público. Ele acredita que o Brasil precisa avançar significativamente nesse quesito. Para seus estudos, Daniel utiliza um teclado eletrônico em braille e um notebook, e sugere que o governo incentive o acesso a esses recursos para todos.

Sua mãe, Raquel Vidal, contou que sempre o estimulou a ser ativo e curioso sobre o mundo, o que resultou em um grande interesse por história, geopolítica e desigualdade. Daniel mencionou como pontos positivos recentes a saída do Brasil do Mapa da Fome e a menor taxa de desemprego desde 2015.

Combate ao Preconceito e Participação Jovem

A família também aborda temas como preconceito e capacitismo em casa. Fernando Moura, pai de Daniel, que é negro, enfatiza a necessidade de combater o racismo diário, enquanto Daniel, que é branco, se aprofunda nos estudos sobre escravidão e suas consequências. Ambos os pais reforçam a importância de não ser capacitista, racista, homofóbico ou preconceituoso.

Daniel incentiva seus colegas a discutirem política e participação social, mesmo antes da idade de votar. Ele acredita que os jovens precisam se interessar mais pelo país para que o Brasil cresça e se desenvolva. O estudante ficou emocionado ao ver a participação de adolescentes em manifestações políticas e defende a conscientização para que mais jovens se envolvam com a política, considerando-a uma forma bonita de participação coletiva.

Ao final, Daniel expressou o desejo de que o Brasil saia da categoria de países emergentes para se tornar um país desenvolvido, cobrando o cumprimento das promessas de reforço às políticas públicas e correção de problemas. Seus pais torcem por um futuro com mais oportunidades e, acima de tudo, pela felicidade do filho.

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