ESA divulga primeira imagem em close do asteroide Didymos pela missão Hera

Destaques
- •A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou a primeira imagem em close do asteroide Didymos, capturada pela missão Hera.
- •A fotografia revela rochas, crateras e sulcos na superfície de Didymos, levantando a hipótese de que material da colisão da NASA em 2022 tenha chegado ao corpo maior.
- •A missão Hera continuará a investigar os efeitos do impacto da DART e novas imagens detalhadas serão apresentadas em 25 de novembro.
A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou a primeira imagem em close do asteroide Didymos, capturada pela espaçonave da missão Hera. A fotografia, tirada a cerca de 60 quilômetros do corpo celeste, revela detalhes inéditos de sua superfície, como rochas, crateras e estruturas em forma de sulcos ou cristas. Essas descobertas podem auxiliar os cientistas a compreender melhor os efeitos de uma colisão provocada pela NASA em 2022.
A imagem foi obtida pela câmera monocromática Asteroid Framing Camera da Hera. Didymos, o asteroide maior, tem aproximadamente 780 metros de diâmetro, enquanto sua lua, Dimorphos, mede cerca de 151 metros. Os dois corpos orbitam um ao outro a uma distância de aproximadamente um quilômetro. A pequena lua, Dimorphos, aparece parcialmente obscurecida pela sombra na fotografia.
Superfície de Didymos e hipóteses sobre o impacto da DART
O destaque da nova imagem é a superfície de Didymos. Além de uma elevação central já conhecida, os pesquisadores identificaram diversas formações rochosas e crateras. Uma das hipóteses levantadas é que parte desse material visível em Didymos possa ter sido transferido de Dimorphos após o impacto da missão DART da NASA.
Em 26 de setembro de 2022, a espaçonave DART colidiu intencionalmente com Dimorphos. O objetivo era testar a capacidade de alterar a trajetória de um asteroide. O experimento foi bem-sucedido, reduzindo o período orbital de Dimorphos ao redor de Didymos em cerca de 33 minutos, um resultado superior às expectativas.
Segundo Michael Kueppers, cientista da missão Hera na ESA, uma quantidade considerável de material foi expelida durante o impacto. Esse material pode ter viajado a distância de um quilômetro que separa os dois asteroides. Por isso, a equipe da missão Hera considera que algumas das características observadas em Didymos podem ter sido formadas por esse transporte de detritos.
Missão Hera: investigando as consequências do experimento da NASA
Lançada em outubro de 2024, a missão Hera tem como objetivo principal investigar em detalhes as consequências do experimento da DART. A espaçonave europeia viajou por aproximadamente dois anos até chegar à região dos asteroides, que atualmente se encontram a cerca de 196,8 milhões de quilômetros da Terra.
A missão Hera visa transformar o experimento da DART em uma técnica de defesa planetária mais compreendida e potencialmente replicável. Para isso, a sonda europeia irá analisar as características físicas dos asteroides, a área atingida em Dimorphos e as mudanças gerais provocadas pela colisão.
O trabalho da Hera também é crucial para esclarecer por que a alteração na órbita de Dimorphos foi tão expressiva, superando as previsões iniciais. A ESA anunciou que novas imagens detalhadas de ambos os asteroides serão divulgadas em 25 de novembro, com a expectativa de oferecer uma visão ainda mais precisa das superfícies e dos efeitos do impacto.
Matérias originais
- Missão europeia registra nova imagem do sistema de asteroides Didymos · olhardigital.com.br


