Erika Hilton considera disputar Prefeitura de São Paulo e avalia filiação ao PT

Destaques
- •Deputada Erika Hilton expressou interesse em concorrer à Prefeitura de São Paulo em futuras eleições.
- •A parlamentar ainda não decidiu se permanecerá no PSOL ou se filiará ao PT, aguardando conversas com as direções partidárias.
- •A decisão de Erika Hilton pode impactar a composição da esquerda em São Paulo e as alianças políticas para as próximas eleições.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) revelou nesta semana seu interesse em disputar a Prefeitura de São Paulo em uma futura eleição. A parlamentar, que foi a mulher mais votada do país para a Câmara dos Deputados em 2022, com 1,5 milhão de votos, ainda não tomou uma decisão sobre seu futuro partidário, avaliando a possibilidade de permanecer no PSOL ou se filiar ao PT.
A declaração surge em meio a conversas entre nomes do PSOL, como Erika Hilton e Guilherme Boulos, com a direção nacional do PT. Segundo informações, a filiação de alguns parlamentares ao PT estaria praticamente acertada, mas dependeria de um entendimento com o PSOL sobre as condições de saída. Erika Hilton afirmou que pretende conversar com a direção do PSOL antes de definir seu futuro.
Interesse na Prefeitura de São Paulo
Em entrevista ao g1, Erika Hilton declarou que tem "pensado bastante sobre a disputa para a Prefeitura em São Paulo também" e que "tem começado a olhar com certo interesse" para essa possibilidade. A parlamentar fez a declaração após ser questionada sobre sua permanência no PSOL.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, confirmou que o partido pretende discutir projetos políticos com Erika Hilton e outros integrantes que mantêm conversas com o PT. Segundo Coradi, o PSOL estaria disposto a lançar a deputada para um cargo no Executivo e vê nela uma "excelente candidata".
Divergências e futuro partidário
A possibilidade de saída de Erika Hilton e outros nomes do PSOL para o PT ocorre após divergências internas na legenda, especialmente entre a direção do partido e a corrente Revolução Solidária, ligada a Guilherme Boulos e da qual Erika faz parte. Essa corrente defendia uma federação com o PT, proposta que foi derrotada internamente no início do ano.
Erika Hilton admitiu estar "desgostosa" com a condução do processo eleitoral deste ano e com o que considera uma "quebra de acordos". Em junho, a deputada criticou publicamente o PSOL por, segundo ela, privilegiar candidaturas de pessoas brancas e cisgênero na distribuição de recursos eleitorais para 2026. Apesar das críticas, ela afirma manter respeito e carinho pelo partido.
A parlamentar aguarda um contato oficial da direção do PSOL para marcar uma reunião, onde pretende entender a situação e discutir seus próximos passos. Ela não sabe se a possível candidatura municipal será abordada nesses encontros. A avaliação nos bastidores é que o debate sobre os próximos passos envolve parlamentares e militantes e ainda está no início, com a defesa de uma atuação mais unificada da esquerda como um dos argumentos centrais.



