Emendas do Congresso: Investimento em queda, custeio em alta

Destaques
- •A fatia de emendas destinadas a investimentos caiu drasticamente de 85% em 2015 para 31,2% em 2026.
- •A parcela destinada a custeio e manutenção de programas subiu de 15% para 68,8% no mesmo período.
- •Especialistas apontam piora na qualidade do gasto público e sugerem que gastos correntes deveriam ser de responsabilidade de Estados e municípios.
Lembra das emendas que o Congresso usava para turbinar obras e investimentos? Pois é, elas mudaram de foco.
A grana para criar ou ampliar estruturas, como obras e equipamentos, despencou de 85% em 2015 para apenas 31,2% em 2026. Em contrapartida, o dinheiro para gastos de custeio e manutenção de serviços disparou, saindo de 15% para 68,8%.
Essa virada de chave preocupa os especialistas.
Afinal, a ideia é que gastos correntes, como compra de materiais e pagamento de serviços, sejam responsabilidade dos Estados e municípios. Quando o Congresso desvia verba para isso, a qualidade do gasto público tende a piorar. A saúde, por exemplo, viu seus investimentos via emendas caírem de 76,1% para 5,5%.
Ou seja, o que antes impulsionava a economia com investimentos de longo prazo, agora vira conta do dia a dia, com menos transparência e fiscalização. 📉



