Economistas propõem novo programa social para substituir BPC a partir dos 65 anos
Destaques
- •Proposta visa conter gastos com Benefício de Prestação Continuada (BPC) a partir de 2027.
- •Economistas estimam economia de R$ 9,587 bilhões em 2032 com a mudança.
- •O Ministério do Planejamento realocará R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027 para estímulos econômicos.
Uma proposta de economistas como Fabio Giambiagi e Gabriel Leal de Barros sugere a criação do programa Integração, a partir de 2027, para reformular o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A ideia é que brasileiros entre 65 e 69 anos recebam o benefício de forma escalonada, começando com 50% do salário mínimo aos 65 e atingindo 100% aos 70 anos.
A mudança, que não afetaria os atuais beneficiários nem o BPC para pessoas com deficiência, visa conter o crescimento das despesas fiscais. Os pesquisadores argumentam que o modelo atual do BPC tem problemas de focalização e pode desestimular a contribuição previdenciária.
A estimativa é que a proposta gere uma economia de quase R$ 41 bilhões entre 2026 e 2032, com uma redução de cerca de R$ 9,587 bilhões em 2032. Paralelamente, o Ministério do Planejamento anunciou que remanejará R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027 para acomodar medidas de estímulo econômico, sem elevar o teto de gastos.

