Deputado Alfredo Gaspar é acusado de blindar empresário em relatório da CPMI do INSS
Destaques
- •Relatório da CPMI do INSS, redigido pelo então relator Alfredo Gaspar, omitiu o nome de Wilson Roberto Gomes, condenado por lavagem de dinheiro.
- •Wilson Gomes, conhecido como 'big boss', é apontado como elo entre a quadrilha e o ex-ministro José Carlos Oliveira, e teria recebido um helicóptero.
- •Gaspar nega blindagem e alega que o PT e aliados impediram o aprofundamento das investigações.
O deputado federal Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, está sob os holofotes por uma suposta blindagem em seu relatório final da CPMI do INSS. O documento, que investigava fraudes em aposentadorias, omitiu o nome de Wilson Roberto Gomes, empresário com condenação por lavagem de dinheiro e apontado como peça-chave no esquema.
A omissão chama atenção, pois Gaspar, ex-promotor, chegou a questionar a relação de investigados com Gomes durante a CPI. Evidências, como movimentações bancárias incompatíveis de Gomes, estavam disponíveis, mas não foram incluídas no relatório que pedia o indiciamento de 216 pessoas.
A consequência é um questionamento sobre a isenção do relatório, que se tornou um trunfo na campanha de Gaspar.
Wilson Gomes, conhecido como 'big boss', é acusado de ser o elo entre a quadrilha e o ex-ministro José Carlos Oliveira, e teria recebido um helicóptero avaliado em R$ 5 milhões. A defesa de Gaspar alega que o PT e aliados impediram o aprofundamento das investigações, negando qualquer parcialidade.

