Democratas se preparam para sucessão de Trump em 2028 com nomes em ascensão

Destaques
- •Vários governadores, senadores e ex-candidatos democratas já articulam possíveis candidaturas para 2028.
- •Nomes como Gavin Newsom, JB Pritzker e Kamala Harris são mencionados, mas a disputa ainda não tem um favorito claro.
- •A história mostra que candidaturas com baixo apoio inicial podem surpreender, como no caso de Trump em 2016 e Bill Clinton em 1992.
A corrida para suceder o presidente Donald Trump, que não pode mais concorrer por impedimento constitucional, já se intensifica entre os democratas, com um grupo potencialmente numeroso de políticos se posicionando para 2028. Embora nenhum nome tenha emergido como favorito claro, governadores, senadores e figuras que já disputaram eleições anteriores têm percorrido estados cruciais para a escolha de candidatos, articulado com doadores e buscado visibilidade nas últimas semanas das campanhas de meio de mandato.
Entre os republicanos, o cenário é menos concorrido, com nomes como JD Vance e Marco Rubio sendo os mais mencionados como possíveis sucessores de Trump. No entanto, nenhum candidato oficializou sua pré-candidatura para o pleito de novembro de 2028 até o momento. A história recente sugere que as pesquisas iniciais podem ser enganosas, com Donald Trump registrando apenas 1% de apoio em 2016 e Bill Clinton com menos de 1% em 1992 antes de vencerem suas respectivas eleições.
Governadores em Destaque
Vários governadores democratas têm atraído atenção precoce. Andy Beshear (Kentucky), presidente da Associação de Governadores Democratas, tem feito campanha em estados decisivos e indicou que poderá se candidatar em 2028, após deixar o cargo em dezembro de 2027. Seus pontos fortes incluem ser eleito duas vezes em um estado republicano, mas sua baixa notoriedade nacional e abordagem bipartidária podem ser vulnerabilidades.
Gavin Newsom (Califórnia) lançou um livro e visitou estados iniciais do processo de indicação. Ele criticou Trump e construiu um perfil nacional, mas os altos custos na Califórnia podem ser explorados por rivais. JB Pritzker (Illinois), bilionário e reeleito governador, também viajou para estados-chave e criticou Trump. Sua riqueza pode ser um ponto forte, mas também um alvo de ataques.
Josh Shapiro (Pensilvânia), reeleito governador, criou um comitê de ação política federal e afirmou que participará das conversas sobre os rumos do país. Ele é popular em um estado decisivo, mas sua posição pró-Israel pode ser um desafio em um partido com críticas crescentes à política israelense. Outros governadores como Wes Moore e Gretchen Whitmer também são mencionados, com declarações que variam de descartar a possibilidade a não a negar.
Candidatos Nacionais e Senadores na Disputa
A ex-vice-presidente Kamala Harris tem sido explícita sobre a possibilidade de concorrer novamente, com bom desempenho em pesquisas iniciais. No entanto, uma terceira tentativa pode gerar ceticismo, e seus vínculos com Biden podem ser problemáticos. Jon Ossoff (Geórgia), recém-reeleito senador, ganhou destaque por críticas a Trump, mas negou interesse em concorrer à presidência, citando pouca experiência executiva.
Na ala progressista, a representante Alexandria Ocasio-Cortez (New York) é vista como herdeira do movimento de Bernie Sanders. Ela é popular e atrai multidões, mas os republicanos a utilizam como exemplo da ala esquerda do partido, focando em seu apoio à tributação de ricos e programas governamentais.
O Que Vem a Seguir
Ainda que nenhum nome tenha se consolidado, a movimentação dos potenciais candidatos democratas indica uma disputa acirrada para 2028. A trajetória de campanhas anteriores mostra que o cenário pode mudar drasticamente, e aqueles com menor projeção inicial podem surpreender. Os próximos anos serão cruciais para a definição dos nomes que buscarão a indicação do partido e, posteriormente, a presidência dos Estados Unidos.
Matérias originais
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