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Deb Haaland é a primeira mulher indígena a governar um estado nos EUA

05 de novembro de 2026
Deb Haaland é a primeira mulher indígena a governar um estado nos EUA

Destaques

  • •Deb Haaland, do Partido Democrata, foi eleita governadora do Novo México, tornando-se a primeira mulher indígena a ocupar o cargo em um estado americano.
  • •A eleição de Haaland marca um avanço histórico na representatividade indígena na política dos Estados Unidos, após sua atuação como secretária do Interior e congressista.
  • •A apuração das eleições de meio de mandato nos EUA pode levar dias, com resultados sendo divulgados progressivamente.

A democrata Deb Haaland foi eleita governadora do estado do Novo México nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas em 3 de novembro. Com a vitória, Haaland se torna a primeira mulher indígena a governar um estado americano, um marco histórico na política do país.

A apuração dos votos para os governos estaduais, Senado e Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, pode se estender por vários dias após a votação, com os resultados sendo divulgados gradualmente.

Trajetória de Deb Haaland

Integrante do Pueblo de Laguna, um povo nativo americano localizado no Novo México, Deb Haaland, de 64 anos, tem uma trajetória marcada por desafios pessoais e ascensão política. Vinda de uma família militar, com pai norueguês e mãe indígena veterana da Marinha, ela é descendente de uma linhagem de 35 gerações no estado.

Sua jornada acadêmica e profissional começou tardiamente. Ela ingressou na Universidade do Novo México (UNM) aos 28 anos para cursar Letras. Pouco depois de se formar, tornou-se mãe solo e enfrentou dificuldades financeiras, acumulando dívidas de empréstimos estudantis e recorrendo à assistência emergencial do governo. Trabalhava como voluntária na escola da filha para custear sua educação.

Haaland também empreendeu, abrindo um pequeno negócio de produção de molho enlatado e atuando com serviços de catering. Sua entrada na política ocorreu em meados dos anos 2000, participando de campanhas democratas para figuras como John Kerry e Barack Obama. Paralelamente, obteve seu diploma em Direito Indígena na UNM.

Ascensão no Partido Democrata e no Congresso

Após a formação em Direito Indígena, Haaland atuou na elaboração de políticas de sustentabilidade na Laguna Development Corporation (LDC), órgão que fiscaliza empreendimentos no Pueblo de Laguna. Sua ascensão no Partido Democrata foi gradual.

Em 2012, foi diretora de mobilização do voto indígena na campanha de reeleição de Obama. Em 2013, tornou-se administradora do povoado indígena de San Felipe, cargo que ocupou até 2015, quando assumiu a direção do Partido Democrata do Novo México.

Em 2018, Haaland foi eleita para a Câmara dos Representantes pelo Novo México. Naquele ano, junto com Sharice Davids, eleita pelo Kansas, ela se tornou uma das primeiras mulheres indígenas a conquistar uma vaga no Congresso americano. Suas principais pautas incluíam o combate às mudanças climáticas, a saúde e os direitos das comunidades indígenas.

Reconhecimento Nacional e Novo Capítulo

Em 2021, Haaland fez história novamente ao se tornar a primeira indígena a ocupar o cargo de secretária de um departamento no gabinete presidencial dos Estados Unidos, sob o governo de Joe Biden. Ela atuou no Departamento do Interior, responsável pela administração de terras públicas e por questões indígenas no país.

Sua candidatura ao governo do Novo México representa um novo capítulo em sua carreira política, consolidando sua posição como uma figura proeminente na luta por representatividade e direitos das comunidades nativas americanas.

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