Davi Alcolumbre define relator da LDO 2027 e articula votos para presidência do Senado

Destaques
- •O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou o senador Eduardo Gomes para relator da LDO 2027, em movimento interpretado como estratégia para obter votos do PL.
- •A decisão reverteu um acordo anterior que destinava a relatoria da LDO ao PL e a LOA ao MDB, sinalizando uma articulação política complexa para a disputa pela presidência da Casa.
- •A disputa pela presidência do Senado deve ser decidida voto a voto, com Alcolumbre focando em alas do PL mais alinhadas ao centrão.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), oficializou a indicação do senador Eduardo Gomes (PL-TO) para a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A decisão, divulgada pela analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, é vista nos bastidores como uma articulação para angariar votos da bancada do PL na disputa pela presidência do Senado Federal.
A nomeação de Gomes representou uma reviravolta nas negociações. Havia um acordo prévio que previa a relatoria da LDO para o PL e da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o MDB. No entanto, Alcolumbre havia sinalizado a possibilidade de alterar esse acordo, entregando a relatoria da LDO ao PP, com menção à senadora Tereza Cristina. Essa mudança indicaria um favorecimento a outra candidata na disputa pela presidência da Casa. Contudo, após novas conversas com membros do PL, Alcolumbre optou por manter Eduardo Gomes na relatoria, fortalecendo os laços com essa ala do partido.
Estratégia voto a voto na disputa pela presidência
Nos bastidores, a avaliação é que Eduardo Gomes tem se aproximado de Alcolumbre e é considerado uma figura que não apoiou Rogério Marinho (PL-RN) em sua tentativa de assumir a presidência do Senado. A analista Larissa Rodrigues destacou que Alcolumbre estaria contando com cerca de três votos dentro da bancada do PL — com otimismo chegando a quatro ou mais — que não migrariam para Rogério Marinho.
A sinalização de Alcolumbre não é direcionada ao PL como um todo, mas especificamente a Eduardo Gomes e a outros membros do partido mais alinhados ao centrão. "Eduardo Gomes era de partidos de centro, ele é desse PL muito mais centro do que um PL bolsonarista", afirmou a analista. É nessa fatia do partido que Alcolumbre concentra seus esforços, em uma disputa que deve ser decidida voto a voto.
Cenário de votos e contestações políticas
Durante o lançamento de sua campanha, Rogério Marinho declarou ter 40 votos garantidos. A bancada do PL deve contar com aproximadamente 30 membros no próximo Senado Federal, o que torna cada voto adicional crucial para qualquer um dos candidatos. Uma curiosidade levantada por Larissa Rodrigues é que, apesar de avançar em diversas frentes, Alcolumbre possivelmente não contará com os votos de seus próprios conterrâneos do Amapá.
Em paralelo, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu críticas de Davi Alcolumbre a políticos que viajaram ao Amapá para protestar contra o senador. Nikolas afirmou que participou de um ato pacífico em 13 de setembro em Macapá, reduto eleitoral de Alcolumbre, para cobrar o avanço de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. O deputado criticou a atuação de Alcolumbre no Congresso, mencionando a retirada da proposta de redução da maioridade penal e a decisão de não dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Matérias originais
- Alcolumbre articula apoio do PL em disputa no Senado · cnnbrasil.com.br
- Nikolas rebate Alcolumbre após senador criticar protesto no Amapá · poder360.com.br



