Data Centers no Brasil: Candidatos apostam em IA e energia limpa, mas EUA já sentem o peso

Destaques
- •Candidatos à Presidência propõem incentivos fiscais e fabricação local para atrair data centers.
- •Brasil busca aproveitar avanço da IA, enquanto EUA enfrentam protestos contra o setor.
- •Matriz energética brasileira, baseada em renováveis, é vista como vantagem competitiva.
Enquanto os Estados Unidos lidam com protestos contra a expansão de data centers, aqui no Brasil, a construção dessas instalações é vista como um trunfo por diversos candidatos à Presidência.
A ideia é clara: atrair mais centros de dados para impulsionar a inteligência artificial brasileira e, de quebra, dar um gás na economia. A aposta é em incentivos fiscais e na fabricação local de componentes, aproveitando nossa matriz energética limpa, que é um diferencial e tanto frente aos EUA, mais dependentes de combustíveis fósseis.
Mas nem tudo são flores. Especialistas alertam que o Brasil precisa ficar atento aos problemas que já assombram outros países, como o alto consumo de energia e água, e se precaver para que a expansão não gere impactos negativos.
Ainda há pontos a serem definidos, como a regulamentação do Redata (regime especial de tributação para data centers), que pode abrir margem para o uso de gás natural. A disputa agora é sobre quais regras serão estabelecidas, e não mais se os data centers devem ser instalados por aqui.
O Brasil tem um déficit de US$ 8 bilhões em serviços de computação e informação. A atração de data centers pode mudar esse jogo, mas o desafio é equilibrar o crescimento com a sustentabilidade. 💰



