Data Centers: A Nova Corrida Eleitoral do Brasil

Destaques
- •Candidatos à presidência divergem sobre o papel do Estado e atração de empresas estrangeiras na expansão de data centers.
- •Especialistas alertam que a construção de data centers não garante soberania tecnológica e pode gerar impactos ambientais e sociais.
- •Senado aprova projeto de lei com incentivos fiscais para data centers, mas críticos apontam brechas e falta de salvaguardas.
A corrida eleitoral no Brasil ganhou um novo palco: a infraestrutura para inteligência artificial. Enquanto o governo anuncia investimentos em supercomputadores, os presidenciáveis debatem como transformar o país em um polo de data centers.
As propostas variam: alguns focam em incentivos fiscais e atração de investimentos estrangeiros, como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Outros, como Lula, defendem uma infraestrutura nacional com foco em soberania digital e contrapartidas locais. Há ainda quem proponha zonas econômicas especiais, como Renan Santos.
No entanto, especialistas alertam que a simples construção de data centers não garante soberania tecnológica e pode gerar impactos ambientais e sociais significativos, como alto consumo de energia e água, além de ruído para comunidades próximas. O recente projeto de lei Redata, aprovado no Senado, oferece incentivos fiscais, mas críticos apontam brechas que podem permitir o uso de combustíveis fósseis e falta de salvaguardas sociais e ambientais.



