Custo alto impede 65% de pacientes de continuar com canetas emagrecedoras
Destaques
- •Apenas 28% dos pacientes conseguem arcar com o tratamento contínuo das canetas emagrecedoras.
- •Médicos indicam medicamentos à base de GLP-1 para 9 em cada 10 pacientes com sobrepeso.
- •Anvisa alerta sobre riscos de medicamentos ilegais e compra sem receita médica.
A popularidade das canetas emagrecedoras, medicamentos à base de GLP-1, disparou no Brasil, com menções nas redes sociais crescendo 86% em seis meses. Apesar da alta demanda, o custo elevado se tornou um obstáculo intransponível para a maioria.
Uma análise da Brace Pharma revelou que cerca de 65% dos pacientes não conseguem manter a dosagem ou continuar o tratamento por questões financeiras. Apenas 28% das pessoas aptas ao tratamento conseguem arcar com os custos de forma contínua.
O alto preço também impulsiona a busca por alternativas ilegais. Cerca de 91,4% das menções sobre canetas emagrecedoras envolvem compra sem receita e conversas sobre como obter o medicamento de forma irregular.
A Anvisa desaconselha o uso de medicamentos ilegais, pois não foram avaliados pela agência e podem apresentar sérios riscos à saúde. Especialistas alertam para o efeito sanfona e efeitos colaterais graves como obstrução intestinal e laceração de esôfago, além de reforçar que o comércio ilegal é crime.


