Câncer de pulmão: Aumento de casos em não fumantes e mulheres jovens

Destaques
- •Taxas de câncer de pulmão aumentaram 79% entre mulheres nos últimos 44 anos, enquanto diminuíram 43% entre homens.
- •A maioria dos diagnósticos em não fumantes ocorre por acaso, pois não estão nas diretrizes de rastreamento.
- •Novas terapias e imunoterapias melhoram o prognóstico, especialmente em mulheres com alterações moleculares tratáveis.
O perfil do câncer de pulmão está mudando. Nos últimos 15 anos, a doença tem afetado mais mulheres, jovens e pessoas que nunca fumaram. O diagnóstico do Papa Leão XIV, que não é fumante, reforça essa tendência preocupante.
Historicamente, o câncer de pulmão era associado a homens idosos fumantes. No entanto, as taxas entre mulheres dispararam 79% em 44 anos, superando as mortes por câncer de mama. Fatores como exposição a filtros de cigarro, maior suscetibilidade feminina à fumaça e até mesmo genética podem explicar essa mudança.
A principal dificuldade é que não fumantes não estão nas atuais diretrizes de rastreamento. Isso faz com que tumores sejam frequentemente descobertos por acaso, em estágios mais avançados. A busca por atendimento médico também pode ser adiada, pois os sintomas são frequentemente confundidos com outras doenças.
A boa notícia é que a ciência avança. Novas terapias direcionadas e imunoterapias têm melhorado o prognóstico, especialmente para mulheres com alterações moleculares específicas. A ampliação do rastreamento e a identificação de biomarcadores genéticos são cruciais para combater essa epidemia.


