CSN e Usiminas sofrem com endividamento e cenário macro adverso

Destaques
- •CSN e Usiminas figuram entre as maiores quedas do Ibovespa em meio a preocupações com margens e geração de caixa.
- •A venda de ativos na Alemanha por € 550 milhões não é suficiente para reduzir significativamente a alavancagem da CSN.
- •Investidores aguardam a venda da divisão de cimentos da CSN como principal catalisador para a desalavancagem.
As ações da CSN e da Usiminas operam em forte queda nesta quarta-feira, liderando as perdas do Ibovespa. A fraqueza do setor siderúrgico é impulsionada por um cenário macroeconômico desafiador e pela cautela dos investidores com empresas de alto endividamento.
Especialistas apontam que o endividamento elevado da CSN, com dívida líquida de R$ 42,1 bilhões, e as projeções de Ebitda abaixo do consenso para ambas as empresas pesam nas avaliações. Custos de frete e mineração, além de dados desfavoráveis da economia chinesa, também contribuem para a pressão.
A recente venda da operação de aços longos na Alemanha por € 550 milhões (cerca de R$ 3,1 bilhões) não foi suficiente para aliviar a alavancagem da CSN, reduzindo-a em apenas 0,25 vez. O mercado aguarda a venda da divisão de cimentos como o principal catalisador para a desalavancagem da siderúrgica.

