Coreia do Sul: A disparidade salarial que cresce com a idade

Destaques
- •Mulheres na Coreia do Sul ganham 8% menos que homens aos 27 anos, diferença que salta para 50% após os 50.
- •País asiático lidera a OCDE em desigualdade salarial de gênero desde 1992.
- •Barreiras estruturais, como a 'demissão por casamento' e a sobrecarga de tarefas domésticas, perpetuam o problema.
A Coreia do Sul, potência em tecnologia e indústria, ostenta um título nada invejável: a maior diferença salarial entre homens e mulheres na OCDE. E o pior, essa disparidade só aumenta com o tempo.
Aos 27 anos, a diferença é de 8%, mas chega a assustadores 50% quando as mulheres atingem os 50. Isso se deve a uma combinação de fatores, desde a antiga prática da 'demissão por casamento' até a sobrecarga de responsabilidades domésticas que recai sobre elas.
Mesmo com níveis de educação universitária superiores aos dos homens, as mulheres enfrentam barreiras que limitam suas carreiras e salários.
A consequência é um ciclo vicioso de salários mais baixos, interrupções na carreira e menor estabilidade profissional, que se agrava com a idade.
A situação só melhora com políticas públicas que garantam igualdade salarial, transparência e o reconhecimento do cuidado como responsabilidade social, e não apenas feminina. 📉
