Copom e "midterms" dos EUA agitam a primeira semana de novembro

Destaques
- •Comitê de Política Monetária do Banco Central decide taxa de juros na quarta-feira, com mercado prevendo interrupção do ciclo de cortes.
- •Eleições legislativas americanas, conhecidas como "midterms", ocorrem na terça-feira e podem influenciar o cenário econômico global.
- •Divulgação de balanços de grandes empresas brasileiras e indicadores econômicos nos EUA e Brasil completam a agenda da semana.
A primeira semana de novembro, entre os dias 2 e 6, será marcada por decisões importantes na política monetária brasileira e pelas eleições legislativas nos Estados Unidos. No Brasil, a principal atenção se volta para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que anunciará sua decisão sobre a taxa básica de juros na quarta-feira (04/11). O mercado financeiro projeta uma interrupção no ciclo de cortes da Selic, que teve início em março.
Decisão do Copom sob pressão
A expectativa geral é que o Copom mantenha a taxa de juros em 13,5% ao ano. Analistas do Itaú apontam que o cenário base se deteriorou, com um ambiente externo adverso e pressões inflacionárias internas. Essa deterioração, segundo o banco, deve levar a uma piora nas expectativas de inflação, que já estariam desancoradas.
O Bradesco corrobora essa visão, indicando que a precificação atual do mercado aponta para uma probabilidade majoritária de pausa no ciclo de afrouxamento monetário. A alta nos preços do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar são fatores que devem pressionar a projeção de inflação do BC.
Eleições legislativas nos EUA e agenda econômica
Nos Estados Unidos, a terça-feira (03/11) será o dia das eleições legislativas, conhecidas como "midterms", que definirão a composição do Senado e da Câmara de Deputados. Os resultados completos devem levar alguns dias para serem divulgados, mas o pleito pode gerar volatilidade nos mercados globais.
A agenda econômica americana inclui a divulgação de índices de atividade industrial (PMI) na segunda (02/11) e terça-feira (03/11), o relatório JOLTS sobre vagas de emprego na terça, dados de emprego no setor privado (ADP) e balança comercial na quarta-feira (04/11), além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego na quinta-feira (05/11). O fechamento da semana nos EUA trará os dados do payroll (criação de vagas) e o índice de confiança da Universidade de Michigan na sexta-feira (06/11).
Agenda corporativa e indicadores no Brasil
A semana brasileira também será movimentada pela divulgação de balanços do terceiro trimestre. Empresas como Itaú (ITUB4), Magazine Luiza (MGLU3), C&A (CEAB3) e Sabesp (SBSP3) apresentarão seus resultados a partir de terça-feira (03/11).
Outros indicadores domésticos incluem o Índice de Confiança Empresarial e o IPC-S da FGV na terça-feira, o Relatório Focus do BCB, dados do Caged sobre emprego formal em setembro e o IPC da FIPE na quarta-feira. A Pesquisa Industrial Mensal do IBGE sairá na quinta-feira, e a balança comercial de outubro será divulgada pela Secex na sexta-feira, com resultado projetado em US$ 9,4 bilhões.



