Congresso define cronograma para votação do Orçamento de 2027 até 17 de dezembro

Destaques
- •Senado Federal estabeleceu o cronograma para a análise e votação do Orçamento Geral da União de 2027, com prazo final em 17 de dezembro.
- •O cronograma inclui prazos para apresentação de emendas, votações em comissões e a sessão conjunta do Congresso Nacional, visando evitar atrasos como em anos anteriores.
- •Paralelamente, o Senado aprovou a permissão para estados e municípios renegociarem dívidas nos últimos 120 dias de mandato, com relatoria também de Eduardo Braga.
O Congresso Nacional definiu o cronograma para a votação do Orçamento Geral da União (OGU) de 2027, com a expectativa de aprovação até o dia 17 de dezembro. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator-geral do Orçamento, anunciou o calendário nesta quarta-feira (4), durante sessão do Plenário do Senado. A proposta visa garantir que a peça orçamentária seja votada dentro do prazo legal, evitando repetições de anos anteriores, como o caso do Orçamento de 2025, aprovado apenas em março do ano seguinte.
Cronograma de Análise e Votação
O calendário prevê que deputados e senadores poderão apresentar emendas ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 entre os dias 16 e 27 de novembro. A proposta passará pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) antes de ser submetida à votação em sessão conjunta do Congresso Nacional.
As datas chave incluem:
- 1º a 2 de dezembro: Votação do relatório de receita na CMO.
- 3 de dezembro: Votação do relatório preliminar.
- 7 a 10 de dezembro: Votação dos relatórios setoriais.
- Até 9 de dezembro: Votação do relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na CMO.
- 16 de dezembro: Votação do relatório geral na CMO.
- 17 de dezembro: Votação final no Plenário do Congresso.
O senador Eduardo Braga está em negociações com o governo federal para ajustes legais necessários antes da votação. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que estabelece metas e prioridades, também precisa ser aprovada antes da LOA.
Renegociação de Dívidas por Estados e Municípios
Em outra frente, o Senado aprovou um projeto de resolução que permite a estados, Distrito Federal e municípios contratarem operações de crédito nos últimos 120 dias de mandato para substituir dívidas existentes por outras com condições mais favoráveis. O projeto (PRS 50/2026), relatado também pelo senador Eduardo Braga, altera a Resolução do Senado 43/2001, que proibia tais operações nesse período, com poucas exceções.
A proposta exige que os governos divulguem em seus sites a metodologia e os cálculos para comparar as dívidas antiga e nova, incluindo cronogramas de pagamento e mudanças em garantias e riscos. O texto mantém exigências como o uso do novo crédito apenas para pagar o principal da dívida antiga e que o valor presente da nova dívida não supere o da anterior. Pelo menos 12 estados poderão ser beneficiados, segundo o relator.
Contexto Político e Orçamentário
A escolha de Eduardo Braga como relator-geral do Orçamento de 2027 faz parte de articulações políticas para a eleição da nova cúpula do Congresso em 2027. A relatoria do Orçamento já era prevista para o MDB por um acordo anterior. A análise do Orçamento foi adiada para após as eleições de 2026, com o objetivo de evitar a repetição de atrasos na votação.
A meta fiscal do governo federal para 2027 é de um superávit primário de 0,5% do PIB, equivalente a cerca de R$ 73,2 bilhões. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a meta é inegociável e que medidas recentes do governo, como o reajuste do Bolsa Família e programas de renegociação de dívidas, não comprometem o planejamento fiscal.
Matérias originais
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- Senado permite que estados e municípios renegociem dívidas durante final de mandato · www12.senado.leg.br
- Alcolumbre escolhe aliado para relatoria do Orçamento em meio à articulação pela reeleição no Senado · g1.globo.com
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