Congresso com viés à direita não garante política fiscal de qualidade, diz analista
Destaques
- •Análise de Thais Herédia aponta que Congresso eleito não prioriza reformas fiscais.
- •Apesar de cercado por figuras políticas fortes, Flávio Bolsonaro pode não ter especialistas em políticas públicas.
- •Próximos passos incluem a definição do segundo turno eleitoral e suas consequências fiscais.
A guinada à direita no Congresso Nacional não assegura uma política fiscal de maior qualidade em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, segundo Thais Herédia, analista de Economia da CNN Brasil. Em sua participação no WW Talks, evento promovido pela CNN Brasil em parceria com a Galapagos Capital e a Eurasia Group, Herédia destacou que a mentalidade do novo Congresso é similar à atual, com pouca prioridade para alterações em supersalários e benefícios previdenciários.
A analista observou que, embora Flávio Bolsonaro esteja se aliando a figuras políticas proeminentes, a expertise em formulação de políticas públicas e econômicas pode não ser o ponto forte dessas alianças, lembrando o cenário do Governo Temer.
A discussão sobre as variáveis que definirão o segundo turno eleitoral ganha contornos de análise fiscal, com a expectativa de que a composição do Congresso possa influenciar as decisões econômicas futuras, independentemente do resultado nas urnas.

