Colômbia planeja corte de gastos de US$ 14 bilhões para 2027
Destaques
- •Governo colombiano propõe plano fiscal com redução de despesas de 2,2% do PIB em 2027.
- •O plano visa conter um déficit fiscal projetado em 9,4% do PIB para 2027.
- •O FMI será consultado para possível empréstimo para fechar as contas.
A Colômbia, sob o comando de Abelardo de la Espriella, está prestes a enviar ao Congresso um ambicioso plano de recuperação fiscal. A proposta inclui cortes de gastos na ordem de US$ 14 bilhões, o que representa 2,2% do PIB em 2027, uma redução de despesas sem precedentes no país em um único ano.
Essa medida é urgente diante de projeções preocupantes: o déficit fiscal para 2026 foi elevado para 7,2% do PIB, e o de 2027 pode atingir um recorde de 9,4% do PIB se nenhuma ação for tomada. O plano prevê que o esforço fiscal em 2028 suba para 4,5% do PIB, combinando corte de despesas e aumento de receitas.
Apesar da aprovação do plano, o governo colombiano precisará de financiamento externo para fechar as contas. Por isso, uma equipe de técnicos foi enviada a Washington para negociar um empréstimo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O cenário lembra o ajuste drástico implementado na Argentina por Javier Milei, que reverteu um déficit primário para um superávit em 2024 com cortes radicais de gastos, resultando em queda da inflação e valorização da moeda, mas com um impacto social significativo, elevando a pobreza. Esses governos da nova direita sul-americana parecem seguir um receituário similar: ajuste fiscal profundo em troca da aprovação dos investidores.

