CMPC no Fio da Navalha: Brasil ou Grau de Investimento?
Destaques
- •Empresa florestal chilena CMPC enfrenta dilema crítico com projeto de US$ 4,6 bilhões no Brasil.
- •Decisão impacta risco de rebaixamento de crédito e competitividade frente a rivais como Arauco.
- •Atrasos e custos crescentes elevam a pressão sobre a viabilidade do projeto Natureza.
A Empresas CMPC, gigante florestal chilena, está em um beco sem saída: seguir com um projeto de US$ 4,6 bilhões no Brasil ou arriscar ficar para trás das concorrentes. A decisão é um verdadeiro teste de fogo para a empresa.
A construção da fábrica de celulose Natureza no Brasil, um investimento que quase dobra o valor de mercado da CMPC, vem acompanhada de um risco iminente de perder o grau de investimento. Isso porque a dívida já está alta e os preços da celulose sofrem pressão.
Por outro lado, engavetar o projeto significa ceder terreno para rivais como a Arauco, que avança a passos largos em sua própria fábrica brasileira. A corrida global por capacidade de produção de celulose, especialmente a partir de eucalipto de baixo custo no Brasil, não espera.
A empresa já sente o aperto: as ações acumulam queda de 30% neste ano, e os spreads de seus títulos atingiram máximas históricas. A CMPC agora aguarda licenças e condições de mercado, mas o tempo joga contra, com custos de energia e construção em alta.
Para piorar, o Bradesco já rebaixou a recomendação das ações da CMPC, citando lucros em queda e alavancagem elevada. A empresa tenta levantar capital com a venda de ativos, mas a incerteza sobre manter o grau de investimento é palpável. 📉

