Clientes exigem IA em serviços jurídicos e ameaçam contratos
Destaques
- •78% dos clientes corporativos consideram essencial o uso de IA por prestadores de serviços, mas apenas 6% veem essa expectativa atendida.
- •Cerca de US$ 143 bilhões em contratos nos setores jurídico e contábil nos EUA estão sob reconsideração devido à adoção de IA.
- •Escritórios brasileiros enfrentam pressão para demonstrar valor da IA e atrair/reter talentos.
A inteligência artificial deixou de ser um mero acelerador de tarefas no mundo jurídico e agora dita regras na contratação de serviços. Clientes corporativos estão cada vez mais exigentes, cobrando não só resultados concretos, mas também segurança no tratamento de informações confidenciais e transparência sobre como a tecnologia é aplicada em pareceres e contratos.
A pressão é tanta que 78% dos clientes corporativos entrevistados pela Thomson Reuters consideram essencial o uso de IA para melhorar a qualidade dos serviços. No entanto, apenas 6% sentem que essa expectativa é atendida pelos seus fornecedores.
Essa insatisfação já ameaça contratos. Um terço dos clientes que pretendem reavaliar seus prestadores nos próximos 12 meses estima que mais de US$ 1 milhão em contratos anuais estejam em jogo.
Ainda, 32% dos entrevistados pretendem reavaliar seus relacionamentos com prestadores de serviços profissionais nos próximos 12 meses. Desse grupo, um terço estima que mais de US$ 1 milhão em contratos anuais estejam sujeitos a essa revisão.
Isso se reflete no Brasil, onde dois em cada três profissionais jurídicos temem perder clientes se não demonstrarem o valor da IA. A tecnologia se torna um fator decisivo não só para a satisfação do cliente, mas também para a atração e retenção de talentos.


