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China critica "mentalidade de Guerra Fria" da UE no Ártico e defende cooperação com Rússia

23 de outubro de 2026
China critica "mentalidade de Guerra Fria" da UE no Ártico e defende cooperação com Rússia

Destaques

  • •China se opõe ao que chama de "mentalidade de Guerra Fria" da União Europeia em relação ao Ártico.
  • •UE apresentou nova estratégia de segurança para a região, citando a crescente presença de Rússia e China.
  • •Pequim defende o direito de todos os países de atuarem no Ártico sob o direito internacional e busca aprofundar laços com Moscou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou nesta quinta-feira (22/10) que Pequim se opõe ao uso de uma "mentalidade de Guerra Fria" para alimentar conflitos no Ártico. A declaração ocorre após a União Europeia (UE) expressar preocupação com a cooperação entre a China e a Rússia na região, que a UE considera um campo de batalha geopolítico.

A China e a Rússia reafirmaram o compromisso de aprofundar sua parceria estratégica e ampliar a cooperação bilateral durante a 31ª reunião entre os chefes de governo dos dois países. Segundo Mao Ning, os governos concordaram em expandir a cooperação em áreas estratégicas, desenvolver novos motores de crescimento, intensificar intercâmbios e fortalecer a coordenação em organismos multilaterais. "A estreita coordenação entre a China e a Rússia é uma força essencial para a estabilidade em um mundo em constante mudança e turbulento", declarou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, conforme relatado por Mao Ning.

UE eleva tom sobre segurança no Ártico

Na terça-feira (20/10), a União Europeia apresentou uma nova estratégia de segurança para o Ártico. As medidas incluem o fortalecimento da vigilância marítima, a proteção da infraestrutura submarina e a ampliação da capacidade dos quebra-gelos europeus.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, justificou as ações mencionando diretamente a Rússia e a China. "Com a crescente presença e ambições da Rússia e da China, o Ártico tornou-se um campo de batalha na luta global pelo poder. Nossa estratégia renovada reflete essa nova realidade e coloca a segurança firmemente em seu cerne", declarou.

China rebate e defende cooperação internacional

O governo chinês rejeitou a interpretação europeia e defendeu o direito dos países de desenvolver atividades na região conforme o direito internacional. "O Ártico afeta os interesses comuns da comunidade internacional. O direito e a liberdade dos países de conduzirem atividades no Ártico, de acordo com a lei, devem ser plenamente respeitados", afirmou Mao Ning.

A porta-voz chinesa criticou a formação de blocos geopolíticos e a intensificação das rivalidades internacionais na região. "Dividir os países em blocos, com uma mentalidade de Guerra Fria, e incitar confrontos geopolíticos não promove a paz, a estabilidade ou o desenvolvimento na região do Ártico", acrescentou.

Rússia também se manifesta

No dia anterior à declaração da China, o Kremlin já havia se manifestado sobre a estratégia europeia. Segundo Moscou, o Ártico não deve se transformar em uma zona de confronto, mas permanecer como um espaço de cooperação mutuamente benéfica.

A China também manifestou disposição para fortalecer a confiança política mútua, ampliar a cooperação econômica e intensificar a atuação conjunta em plataformas multilaterais, com o objetivo de aproximar os países do Sul Global e defender seus interesses comuns.

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