Chile diz 'Não' a Pinochet e inicia redemocratização

Destaques
- •Plebiscito de 1988 marcou o fim da ditadura de Augusto Pinochet.
- •A opção 'não' venceu com 56% dos votos, abrindo caminho para eleições democráticas.
- •Legado econômico ultraliberal e desafios constitucionais persistem até hoje.
Há 38 anos, em 5 de outubro de 1988, o Chile dava um passo crucial para a democracia. Os cidadãos foram às urnas para decidir o futuro do país em um plebiscito que poderia manter o ditador Augusto Pinochet no poder.
O resultado foi um retumbante 'não', com 56% dos votos válidos. Essa decisão não só encerrou um período sombrio de repressão brutal e violações de direitos humanos, mas também legitimou a convocação de eleições presidenciais, dando início à redemocratização.
A ditadura, que começou com o golpe de 1973 contra Salvador Allende, impôs um modelo econômico ultraliberal, com privatizações e cortes sociais, que, apesar de atrair capital, aprofundou a desigualdade e a pobreza.
Apesar do fim da ditadura, o Chile ainda lida com o legado desse período. O modelo econômico e parte da constituição de 1980, criada sob o regime, persistem, e recentes tentativas de reformulação constitucional foram rejeitadas pela população. A população. 🇨🇱



