CEO da S&P Dow Jones vê potencial de dobrar ETFs no Brasil até 2027

Destaques
- •Executiva da S&P Dow Jones Indices, Catherine Clay, visitou o Brasil e se disse impressionada com o interesse local em ETFs.
- •Previsão aponta para quase 400 ETFs disponíveis no país até 2027, impulsionados pela renda fixa, com patrimônio já em R$ 137 bilhões.
- •Desafio para o mercado brasileiro é a educação financeira em massa para ampliar o acesso e a compreensão dos investidores.
A CEO da S&P Dow Jones Indices, Catherine Clay, visitou o Brasil e se mostrou impressionada com o crescente interesse dos investidores brasileiros por ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa. Em sua primeira visita ao país, Clay afirmou que o número de ETFs disponíveis pode quase dobrar até 2027, alcançando cerca de 400 produtos, com destaque para a renda fixa como principal motor dessa expansão. Atualmente, o Brasil conta com 225 ETFs, e a executiva acredita que esse número pode chegar a 400 no próximo ano, representando um crescimento de aproximadamente 75%.
Mercado em Aceleração
O mercado de ETFs no Brasil tem demonstrado um crescimento acelerado. No final de 2025, eram 177 produtos, e o patrimônio da indústria saltou de R$ 83 bilhões para R$ 137 bilhões nos primeiros nove meses de 2026. A base de investidores também expandiu, atingindo quase 1 milhão de pessoas. A S&P Dow Jones Indices, responsável por índices globais como o S&P 500, vê o Brasil como um mercado cada vez mais atraente para empresas globais que lucram com a negociação desses ativos.
Renda Fixa como Motor de Crescimento
Catherine Clay destacou os ETFs de renda fixa como um segmento particularmente promissor no Brasil. Ela acredita que haverá muita inovação nesse espaço, refletindo tanto o perfil historicamente conservador do investidor local quanto o movimento da própria indústria. Neste ano, os fundos de renda fixa já captaram quase o triplo em ingressos líquidos em comparação com os fundos de ações. O potencial brasileiro também atrai investidores estrangeiros, que veem o país como uma região de oportunidades.
Educação Financeira como Desafio
Apesar do otimismo com a expansão, Clay ressaltou que a multiplicação de produtos não é suficiente para o amadurecimento do mercado. O principal desafio apontado é a educação financeira em massa. Ela explicou que, com o aumento da variedade de ETFs, é crucial que os investidores entendam as diferenças entre índices, estratégias, custos e riscos para diversificar de forma eficaz. A executiva citou o exemplo dos EUA, onde a profusão de fundos pode dificultar a escolha, e defendeu a redução de barreiras de entrada e o aprendizado precoce sobre investimentos.



