Celulares em presídios: bloqueio se torna mais ágil sem decisão judicial

Destaques
- •Decreto federal permite neutralizar aparelhos identificados em presídios sem necessidade de ordem judicial.
- •Rio de Janeiro já implementou a medida, identificando 143 aparelhos em uma operação.
- •Novos equipamentos israelenses Etre, comprados por R$ 57 milhões, rastreiam 5G e têm raio de 700 metros.
A novela do bloqueio de celulares em presídios ganhou um novo capítulo. Desde a última terça-feira (13), um decreto do governo federal permite que aparelhos identificados em unidades prisionais sejam neutralizados sem a necessidade de uma decisão judicial. Uma agilidade que era um sonho antigo para quem trabalha na área.
O Rio de Janeiro foi o primeiro a testar a novidade. Na quarta-feira, a operação Modo Avião identificou 143 aparelhos em penitenciárias fluminenses. Antes, a Secretaria estadual de Polícia Penal precisava de um processo judicial, que tornava tudo mais lento.
A identificação foi feita com um equipamento israelense, o Etre, que custou R$ 57 milhões aos cofres públicos. Ele rastreia qualquer dispositivo com chip, inclusive 5G, em um raio de até 700 metros, diminuindo o risco de pegar celulares fora do presídio.
A expectativa é que a medida reduza golpes e extorsões praticados por detentos e desarticule a comunicação de facções criminosas. Outros 11 estados já aderiram ao novo modelo.


