Câncer de Mama: Diagnóstico precoce salva vida e preserva mama em MG

Destaques
- •Mulher de 48 anos em MG descobre câncer de mama em estágio inicial durante campanha de Outubro Rosa e realiza cirurgia conservadora.
- •Diagnóstico e cirurgia ágeis permitiram tratamento menos invasivo, preservando a mama e a saúde emocional da paciente.
- •Especialistas reforçam a importância da mamografia preventiva e do cuidado dermatológico durante a quimioterapia para a qualidade de vida.
Aos 48 anos, a faxineira Olandina Elias Ribeiro Ferreira, moradora de Vespasiano (MG), teve sua vida transformada pela detecção precoce de um câncer de mama. Sem apresentar qualquer sintoma, uma alteração foi identificada durante uma mamografia gratuita realizada no ano passado, em uma ação do Hospital Orizonti. A agilidade no diagnóstico e no tratamento subsequente permitiu que a paciente passasse por uma cirurgia conservadora, preservando a mama, e iniciasse o processo de quimioterapia com sucesso.
O câncer de mama afeta cerca de 78 mil brasileiras anualmente, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). No entanto, quando detectado em fases iniciais, as chances de controle e sucesso no tratamento ultrapassam 95%. A história de Olandina é um exemplo prático dessa estatística, evidenciando como a prevenção e a rapidez na intervenção médica podem mudar o curso da doença.
Diagnóstico e cirurgia: a importância da agilidade
A filha de Olandina a incentivou a realizar uma mamografia gratuita após ver uma publicação nas redes sociais do Hospital Orizonti. O exame preventivo, realizado sem que Olandina sentisse qualquer desconforto, detectou uma alteração. A confirmação veio por meio de exames complementares e biópsia, seguida por uma cirurgia em um curto intervalo de tempo.
“Descobri a alteração e rapidamente fui operada. Como o tumor estava bem pequeno, fiz uma cirurgia conservadora, sem precisar retirar a mama toda. Desde então, venho fazendo as sessões de quimioterapia necessárias, e a última já está agendada para acontecer em breve”, relatou Olandina.
A coordenadora médica da equipe de mastologia do Hospital Orizonti, Dra. Kerstin Kapp, ressalta que a intervenção precoce é crucial. “Identificar o tumor em estágio inicial permite indicar procedimentos menos invasivos e, consequentemente, reduzir significativamente o impacto físico e emocional para a paciente e sua família. A agilidade no diagnóstico é o fator decisivo para um tratamento menos agressivo”, explicou a médica.
Cuidados com a pele durante a quimioterapia
Após a cirurgia conservadora, o foco se volta para o suporte contínuo durante o tratamento sistêmico. A quimioterapia pode causar efeitos colaterais como ressecamento severo e sensibilidade na pele, exigindo atenção dermatológica especializada.
A dermatologista Giselle Sanches afirma que os cuidados com a pele são essenciais para a qualidade de vida durante o combate ao câncer. “Os medicamentos antineoplásicos alteram profundamente a estrutura cutânea, deixando a pele vulnerável a irritações e infecções”, disse.
O uso de higienizadores suaves, hidratantes restauradores e fotoproteção pode aliviar desconfortos, fortalecer a barreira de proteção da pele e melhorar o bem-estar da paciente. Cremes com vitaminas como a B3 (niacinamida) e a B5 (pantenol) são recomendados por fortalecerem a barreira cutânea e auxiliarem na reparação e hidratação da pele.
Prevenção e mensagem de esperança
A jornada de Olandina reforça a importância do rastreamento e da conscientização sobre o câncer de mama. A paciente, que está em recuperação e com a última sessão de quimioterapia agendada, deixa uma mensagem de encorajamento.
“Muitas pessoas têm medo de fazer o exame e encontrar algo, mas o perigo real é a demora. Descobri no começo e hoje estou vencendo essa etapa com a cabeça erguida. Manter os exames de rotina em dia é a nossa maior defesa”, concluiu Olandina.



