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Câncer de intestino: fatores de risco e aumento de casos em jovens

21 de outubro de 2026

Destaques

  • •Alimentação pobre em fibras e consumo de processados são fatores de risco para câncer de intestino.
  • •Estudo aponta aumento de casos da doença entre pessoas com menos de 50 anos.
  • •Diagnóstico precoce e hábitos saudáveis são cruciais para prevenção e tratamento.

O câncer de intestino, também conhecido como colorretal, tem se tornado um alerta crescente, especialmente devido ao aumento de casos entre pessoas com menos de 50 anos. A morte da atriz Lua Blanco, aos 39 anos, reacendeu a discussão sobre a importância do diagnóstico precoce e de um estilo de vida mais saudável. Fatores como alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras, além do consumo persistente de alimentos processados e embutidos, são apontados como principais riscos.

Segundo o Ministério da Saúde, o consumo excessivo de carne vermelha (acima de 500 gramas por semana) e de carnes processadas, como salsicha, presunto e salame, também eleva as chances de desenvolvimento da doença. Outros fatores de risco incluem doenças inflamatórias do intestino, histórico familiar, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

Aumento de casos entre os mais jovens

Um relatório recente do World Cancer Research Fund (WCRF) destacou um aumento preocupante no número de casos de diversos tipos de câncer entre indivíduos com menos de 50 anos. Mudanças comportamentais, como a baixa atividade física e o consumo frequente de fast food e bebidas açucaradas, contribuem para o sobrepeso e a obesidade, identificados como fatores de risco significativos.

Uma hipótese levantada pela WCRF sugere que a percepção do câncer como uma doença predominantemente de idosos faz com que os jovens demorem a reconhecer os sinais de alerta e a procurar atendimento médico. Embora o câncer não seja considerado "comum" entre os jovens, alguns tipos que antes eram raros nessa faixa etária estão se tornando mais frequentes, alterando o perfil da doença.

O que é o câncer de intestino e como é diagnosticado

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) define o câncer de intestino como uma doença multifatorial que se desenvolve a partir de mutações genéticas em pólipos. A colonoscopia permite a identificação e remoção desses pólipos, prevenindo o avanço da doença. O Inca estima 53.810 casos por ano entre 2026 e 2028, um aumento de 18% em relação ao triênio anterior.

O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura. Ele é feito por meio de biópsia, mas exames de rastreamento também auxiliam na identificação de riscos. O tratamento varia conforme o estágio e localização do tumor, podendo incluir radioterapia, quimioterapia e cirurgia para remoção do tumor, que em alguns casos pode resultar em estoma (colostomia ou ileostomia).

Quando a doença se espalha para outros órgãos (metástases), como fígado ou pulmão, as chances de cura diminuem. A prevenção envolve a adoção de hábitos saudáveis, como uma dieta rica em frutas, vegetais e fibras, e a prática regular de atividades físicas.

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