BTG Pactual recomenda compra de ações da Brasilagro com potencial de alta de 45%

Destaques
- •BTG Pactual reitera recomendação de compra para Brasilagro (AGRO3), com preço-alvo de R$ 25, indicando potencial de valorização de 45,3%.
- •A estratégia de desenvolvimento e venda de propriedades rurais é um diferencial, exemplificada pela venda da Fazenda Rio do Meio com ganho de R$ 51 milhões.
- •A empresa prioriza o pagamento de dívidas em cenário de juros altos, mas busca oportunidades de aquisição com TIR de 7% a 8%.
O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Brasilagro (AGRO3), estabelecendo um preço-alvo de R$ 25. A cotação atual de R$ 17,20 sugere um potencial de valorização de 45,3% nos próximos 12 meses. Considerando o pagamento de dividendos, o retorno total projetado pelo banco atinge 54,4%, com um dividend yield estimado em 9%.
Estratégia de Valorização de Ativos
A estratégia da Brasilagro de adquirir, desenvolver e vender propriedades rurais é vista pelo BTG Pactual como um diferencial competitivo. A recente negociação de 2,6 mil hectares da Fazenda Rio do Meio, que gerou um ganho contábil de R$ 51 milhões, demonstra a capacidade da empresa em capturar valorização em seus ativos fundiários.
Alocação de Capital e Endividamento
O banco destaca uma mudança na alocação de capital da empresa. Em um cenário de juros elevados, a Brasilagro prioriza o pagamento de dívidas em detrimento da aquisição de novas propriedades. A redução do endividamento oferece um retorno real estimado entre 9% e 10%, superior aos 6% a 7% projetados para novas aquisições.
O CEO da companhia, André Guillaumon, afirmou que a empresa busca taxas de retorno mais elevadas para fechar novos negócios, visando uma TIR de aproximadamente 7% a 8% na perpetuidade. Até que os preços ofereçam esse nível de retorno, a empresa manterá disciplina na alocação de capital, avaliando propriedades menores, de 2 mil a 3 mil hectares.
Desafios e Oportunidades no Mercado
A rentabilidade das operações agrícolas da Brasilagro, excluindo a venda de terras, apresentou queda de 32% no primeiro trimestre da safra 2026/27, totalizando R$ 44 milhões, devido a margens mais fracas em soja e milho. O desempenho da próxima safra depende das condições climáticas, com atenção especial para o atraso das chuvas no Maranhão e Piauí, associado ao fenômeno El Niño.
Apesar da desvalorização de terras, as oportunidades analisadas ainda apresentam TIRs entre 4% e 5%, consideradas pouco atrativas. A companhia não descarta aproveitar oportunidades com o agravamento das dificuldades financeiras no agronegócio, priorizando vendedores em situação de necessidade e propriedades com potencial de valorização.



