BTG Pactual mantém compra de ações da Brasilagro com potencial de alta de 45,3%

Destaques
- •BTG Pactual recomenda compra de ações da Brasilagro (AGRO3) com preço-alvo de R$ 25, projetando valorização de 45,3% em 12 meses.
- •Banco destaca estratégia de compra, desenvolvimento e venda de propriedades rurais como diferencial, além de potencial de retorno total de 54,4% com dividendos.
- •Apesar da recomendação positiva, analistas apontam pressão na rentabilidade das operações agrícolas e riscos climáticos para a próxima safra.
O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Brasilagro (AGRO3), estabelecendo um preço-alvo de R$ 25. A cotação atual utilizada na análise é de R$ 17,20, o que representa um potencial de valorização de 45,3%. Considerando o pagamento de dividendos, o retorno total projetado pelo banco para os próximos 12 meses atinge 54,4%, com um dividend yield estimado em 9%.
Estratégia de Valorização de Ativos
A estratégia da Brasilagro de adquirir, desenvolver e posteriormente vender propriedades rurais é apontada pelos analistas do BTG Pactual como um de seus principais diferenciais competitivos. A recente negociação de 2,6 mil hectares da Fazenda Rio do Meio, que resultou em um ganho contábil de R$ 51 milhões, exemplifica a capacidade da companhia em capturar valorização em seus ativos fundiários.
Alocação de Capital e Endividamento
O banco também ressalta uma mudança significativa na estratégia de alocação de capital da empresa. Em um cenário de juros elevados, a administração da Brasilagro considera mais vantajoso direcionar recursos para o pagamento de dívidas do que para a aquisição de novas propriedades rurais. As estimativas indicam que a redução do endividamento oferece um retorno real entre 9% e 10%, superior ao retorno de 6% a 7% projetado para a aquisição de novas fazendas.
Desafios na Rentabilidade Agrícola
Apesar da perspectiva positiva, o BTG Pactual reconhece que a rentabilidade das operações agrícolas da Brasilagro permanece sob pressão. O Ebitda ajustado das operações, excluindo a venda de terras, apresentou uma queda de 32% no primeiro trimestre da safra 2026/27, totalizando R$ 44 milhões. Essa redução reflete margens mais fracas nas culturas de soja e milho.
Riscos Climáticos e Próximos Passos
O desempenho da próxima safra está intrinsecamente ligado às condições climáticas, especialmente nas regiões do Maranhão e Piauí. O atraso nas chuvas nessas áreas aumenta a exposição a possíveis períodos de estiagem associados ao fenômeno El Niño, o que pode impactar os resultados da companhia. Acompanhar os desdobramentos climáticos e a gestão de custos será crucial para a performance futura da Brasilagro.
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