BTG Pactual mantém compra de ações da Allos após parceria com Kinea

Destaques
- •BTG Pactual reitera recomendação de compra para a Allos (ALOS3) com preço-alvo de R$ 39,00.
- •Parceria com Kinea Investimentos envolve a venda de participações em sete shoppings, com valor estimado entre R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão.
- •Banco projeta dividend yield de 10% para a Allos até 2028 e vê potencial para novas aquisições e receitas recorrentes.
O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Allos (ALOS3), administradora de shopping centers, após a companhia avançar na parceria com a Kinea Investimentos, gestora de fundos imobiliários (FIIs). O banco manteve o preço-alvo de R$ 39,00 para os papéis, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 11% em relação à cotação de fechamento de sexta-feira (23).
A parceria envolve a venda de participações em sete shoppings da Allos para um novo fundo imobiliário da Kinea, o Kinea Allos Malls (KAML11). O valor estimado da transação foi reduzido, ficando entre R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão, ante uma faixa inicial de R$ 790 milhões a R$ 1,97 bilhão anunciada em abril. A redução está ligada às "condições de mercado", segundo os analistas do BTG.
Detalhes da transação e shoppings envolvidos
A conclusão do negócio depende da captação de pelo menos R$ 600 milhões pelo KAML11 em sua oferta pública de cotas, que teve início na última quinta-feira (22). O percentual de cada shopping a ser vendido varia conforme o volume final captado. Os ativos envolvidos incluem participações em shoppings como Metrô Santa Cruz (49,5% a 70%), Caxias Shopping (41% a 65%), Bangu Shopping (8% a 18%), Parangaba (20% a 29%), Plaza Sul Shopping (9% a 22%), Villa Lobos (6,5% a 12%) e Tamboré (5% a 7%).
O BTG avalia que a transação implica uma taxa de capitalização (cap rate) de 11%, baseada no resultado operacional líquido dos ativos nos últimos 12 meses. A Allos, por sua vez, espera uma taxa de 9,5%, diferença que, segundo os analistas, pode estar relacionada a itens sem efeito direto no caixa, como no Shopping Metrô Santa Cruz, e à remuneração de administração recebida pela companhia.
Como será o pagamento e benefícios para a Allos
Caso a captação do fundo seja bem-sucedida, a Allos receberá 80% do valor da transação no fechamento, sendo parte em dinheiro e parte em cotas do KAML11, representando uma participação de 24% no novo FII. Os 20% restantes serão quitados em três prestações iguais, com vencimentos em 24, 36 e 48 meses.
O BTG destaca três benefícios principais da venda para a Allos: condições atrativas, abertura para novas aquisições pelo KAML11 e criação de uma fonte adicional de receitas recorrentes com serviços de gestão e administração dos ativos vendidos.
A parceria também prevê direito de primeira proposta da Kinea sobre frações em outros shoppings do portfólio da Allos, o que pode facilitar futuras operações. O banco projeta um dividend yield (retorno em dividendos) de 10% para as ações da Allos até 2028, considerando que a operação ajuda a sustentar distribuições de proventos mais elevadas.



