BTG Pactual ajusta carteira de dividendos para novembro com três novas ações

Destaques
- •BTG Pactual substitui B3, Compass e Cury por Caixa Seguridade, Vivo e Ultrapar em sua carteira recomendada de dividendos.
- •Ultrapar é destaque com potencial para dividendos extraordinários de R$ 2 bilhões em dezembro ou fevereiro.
- •A carteira busca previsibilidade de resultados, geração de caixa e distribuição de proventos, com Itaú e Petrobras mantendo os maiores pesos.
O BTG Pactual anunciou mudanças em sua carteira recomendada de dividendos para novembro, promovendo a entrada de três novas ações: Caixa Seguridade (CXSE3), Vivo (VIVT3) e Ultrapar (UGPA3). As empresas que saem da seleção são B3 (B3SA3), Compass (PASS3) e Cury (CURY3). A estratégia do banco de investimento foca em ativos que oferecem previsibilidade de resultados, forte geração de caixa e consistência na distribuição de proventos.
Um dos principais atrativos da nova composição é a Ultrapar, que, segundo os analistas do BTG, apresenta um gatilho para a distribuição de dividendos extraordinários. A expectativa é que a companhia possa anunciar a distribuição de cerca de R$ 2 bilhões referentes ao segundo semestre de 2026, o que representaria aproximadamente 6% de seu valor de mercado, possivelmente em dezembro ou junto aos resultados do quarto trimestre de 2026, em fevereiro.
Motivos para as novas entradas
A Caixa Seguridade foi incluída por sua combinação de crescimento previsível de lucro, dividendos atrativos e a capacidade de se beneficiar de um cenário de juros elevados por mais tempo. O banco destaca que os seguros de longo prazo ajudam a estabilizar os resultados, enquanto o crédito imobiliário e a expansão das reservas de previdência sustentam a operação. Para 2027, o BTG projeta um crescimento de 10% no lucro líquido e um retorno em dividendos próximo de 7%.
A Vivo integra a carteira com base na recorrência de suas receitas, na sólida geração de caixa e na remuneração aos acionistas. O banco ressalta a liderança da empresa no mercado móvel, a expansão da infraestrutura de fibra ótica e o avanço em serviços digitais como pontos fortes.
No caso da Ultrapar, a ação voltou a apresentar uma avaliação considerada atrativa pelo BTG. Os papéis negociam a cerca de 8,8 vezes o lucro estimado para 2027, um patamar inferior à média histórica de aproximadamente 11,5 vezes dos últimos cinco anos. O banco espera resultados robustos da Ipiranga nos próximos trimestres, com margens elevadas, e avalia que o potencial fim dos subsídios ao diesel já está precificado.
Ações mantidas e pesos
A carteira de dez ações mantém Itaú Unibanco (ITUB4) e Petrobras (PETR4) com os maiores pesos, cada uma representando 15% do portfólio. O Itaú é visto como o banco de grande porte preferido do BTG, com destaque para sua gestão de riscos e solidez em um cenário de juros altos. Para a Petrobras, a avaliação é que a estratégia da companhia permanecerá estável, independentemente do resultado eleitoral, com produção elevada e custos de extração menores.
Outras ações mantidas incluem Vale (VALE3), que combina disciplina de investimentos e oportunidades em metais básicos, mas com limitações para dividendos extraordinários devido ao endividamento e ao cenário do minério de ferro. A Sabesp (SBSP3) continua sendo uma preferência devido ao potencial de crescimento e ganhos de eficiência pós-privatização. A carteira completa inclui ainda Copel (CPLE3), Axia Energia (AXIA3) e Allos (ALOS3).
Desempenho e próximos passos
Em outubro, a carteira de dividendos do BTG registrou uma queda de 11%, em linha com o Índice Dividendos (IDIV) e o Ibovespa, que recuaram 9,9% cada. No acumulado de 2026, a carteira apresenta alta de 2,6%, contra 2% do IDIV. Desde o início da estratégia, em novembro de 2019, o retorno acumulado é de 132,5%.



