Brasil e China: Parceria Estratégica em IA e Minerais Críticos
Destaques
- •Brasil busca ampliar cooperação tecnológica com a China em áreas como IA e supercomputação.
- •Foco em IA de código aberto para garantir autonomia e desenvolvimento tecnológico no Sul Global.
- •Discussão sobre minerais críticos visa agregar valor e evitar exportação apenas de matéria-prima.
O assessor de Lula, Celso Amorim, esteve em Pequim e sinalizou um aprofundamento na cooperação tecnológica com a China, focando em áreas como inteligência artificial, supercomputação e tecnologia espacial. O objetivo é fortalecer o Brasil sem perder autonomia.
Um ponto chave é a adesão do Brasil à WAICO, uma organização para cooperação em IA sediada em Xangai. Amorim destacou a importância do código aberto para que o Brasil possa desenvolver suas próprias ferramentas, sem interferência externa, e impulsionar a inovação no Sul Global.
A conversa também abordou minerais críticos e terras raras, com o Brasil buscando agregar valor e processar esses materiais internamente, em vez de apenas exportar a matéria-prima. A troca de experiências com a China, que possui uma cadeia de processamento avançada, é vista como estratégica.
A cooperação bilateral se estende ao multilateralismo, com foco no fortalecimento do BRICS e do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). Amorim também tocou na questão da não interferência em assuntos internos, em resposta a questionamentos sobre pressões dos EUA.


