Brasil e China avançam em acordos de carne, mas sobretaxa preocupa
Destaques
- •Ministro André de Paula se mostra otimista com relações comerciais com a China.
- •China aplicou sobretaxa de 55% sobre carne bovina brasileira após esgotamento da cota anual.
- •Próximos passos incluem auditoria em frigoríficos e negociação para miúdos bovinos.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, demonstrou otimismo com as relações comerciais entre Brasil e China, apesar das recentes barreiras impostas por Pequim. A China, principal destino da carne bovina brasileira, passou a cobrar uma sobretaxa de 55% sobre o produto em 1º de outubro, após o Brasil atingir sua cota anual de exportação.
Apesar da nova tarifa, que eleva o imposto total para 67% sobre os embarques que excedem a cota, o ministro citou avanços recentes. Quatro frigoríficos brasileiros foram habilitados para exportar à China, e o mercado chinês foi aberto para miúdos suínos. Uma missão chinesa também realizou auditorias em 17 frigoríficos no Brasil.
A expectativa é que novas unidades sejam autorizadas e que haja negociações para a venda de miúdos bovinos, produtos com menor valor no Brasil, mas apreciados na China. As restrições comerciais chinesas, parte de um sistema de salvaguardas, visam proteger produtores locais e estão projetadas para vigorar até 2028.
As vendas de carne bovina para a China já sentiram o impacto. Em setembro de 2026, os embarques caíram 93,2% em relação ao mesmo mês de 2025, evidenciando a importância do mercado chinês para o agro brasileiro e a necessidade de monitorar as negociações.

