Economia & PolíticaRelevância BR: 9/10

Brasil e China avançam em acordos de carne, mas sobretaxa preocupa

14 de outubro de 2026

Destaques

  • •Ministro André de Paula se mostra otimista com relações comerciais com a China.
  • •China aplicou sobretaxa de 55% sobre carne bovina brasileira após esgotamento da cota anual.
  • •Próximos passos incluem auditoria em frigoríficos e negociação para miúdos bovinos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, demonstrou otimismo com as relações comerciais entre Brasil e China, apesar das recentes barreiras impostas por Pequim. A China, principal destino da carne bovina brasileira, passou a cobrar uma sobretaxa de 55% sobre o produto em 1º de outubro, após o Brasil atingir sua cota anual de exportação.

Apesar da nova tarifa, que eleva o imposto total para 67% sobre os embarques que excedem a cota, o ministro citou avanços recentes. Quatro frigoríficos brasileiros foram habilitados para exportar à China, e o mercado chinês foi aberto para miúdos suínos. Uma missão chinesa também realizou auditorias em 17 frigoríficos no Brasil.

A expectativa é que novas unidades sejam autorizadas e que haja negociações para a venda de miúdos bovinos, produtos com menor valor no Brasil, mas apreciados na China. As restrições comerciais chinesas, parte de um sistema de salvaguardas, visam proteger produtores locais e estão projetadas para vigorar até 2028.

As vendas de carne bovina para a China já sentiram o impacto. Em setembro de 2026, os embarques caíram 93,2% em relação ao mesmo mês de 2025, evidenciando a importância do mercado chinês para o agro brasileiro e a necessidade de monitorar as negociações.

Fontes

https://www.poder360.com.br/feed/

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