Brasil avança no uso de Inteligência Artificial em empresas

Destaques
- •Estudo revela que 66% das empresas brasileiras já utilizam IA em suas operações.
- •A IA agêntica exige infraestrutura, governança e competências para gerar valor real.
- •Avanço na adoção de IA no Brasil posiciona o país em destaque global.
O Brasil demonstra um avanço significativo na adoção da inteligência artificial (IA), superando um possível complexo de inferioridade e se posicionando em destaque global. Um estudo recente aponta que 66% das empresas brasileiras já utilizam IA em suas operações, com 38% delas já tendo implementações em larga escala. A IA deixou de ser apenas uma ferramenta de perguntas e respostas, evoluindo para a era da IA agêntica, onde sistemas operam com autonomia crescente para executar tarefas e apoiar decisões.
IA como pilar estratégico
A inteligência artificial não é uma solução mágica e funciona como um amplificador das capacidades existentes. Empresas com dados de baixa qualidade, processos engessados ou vulnerabilidades de segurança podem ter essas fragilidades expostas e ampliadas pela IA. Portanto, é crucial retirar a IA de iniciativas isoladas e colocá-la no centro da agenda estratégica das empresas, sendo tratada como um pilar fundamental para competitividade, produtividade e longevidade.
A IA deixou de ser um luxo ou um mero diferencial competitivo, tornando-se essencial para a sustentabilidade dos negócios.
Desafios e custos da IA
Um dos desafios na implementação da IA é o custo associado ao uso de tokens, que são consumidos tanto no treinamento quanto na utilização cotidiana dos modelos. Sem uma arquitetura adequada e uma estratégia eficiente, a conta pode se tornar elevada. A segurança também é uma preocupação central, exigindo o uso inteligente de tokens e da capacidade computacional.
Muitas empresas buscam otimizar custos e desempenho combinando serviços em nuvem com data centers próprios, além de garantir uma rede robusta para sustentar as aplicações.
Cibersegurança e o novo papel do CIO
A cibersegurança também passa por uma transformação impressionante com a IA. Incidentes cibernéticos representam mais do que riscos reputacionais, podendo causar interrupção de operações, perda de receita e graves consequências regulatórias. Profissionais de segurança agora atuam de forma preventiva, utilizando agentes inteligentes para identificar ameaças e apoiar decisões em tempo real.
Nesse cenário, o CIO (Chief Information Officer) assume um papel cada vez mais estratégico, atuando como arquiteto da estratégia de negócio e conectando tecnologia, inovação, segurança e resultados.
O valor humano da tecnologia
Apesar dos avanços, a escassez de profissionais qualificados é um obstáculo significativo. A lição essencial é que a tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. O uso da IA para acelerar a triagem de pacientes em hospitais públicos, permitindo que profissionais de saúde dediquem mais tempo ao cuidado, exemplifica o verdadeiro propósito da inovação.
As empresas que alinharem a tecnologia ao serviço do ser humano estarão preparadas para liderar não apenas o próximo ano, mas a próxima década.



