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Blue Lagoon da Islândia planeja IPO de 100 milhões de euros na Nasdaq Iceland

02 de novembro de 2026
Blue Lagoon da Islândia planeja IPO de 100 milhões de euros na Nasdaq Iceland

Destaques

  • •O Blue Lagoon, famoso complexo de águas termais da Islândia, busca captar 100 milhões de euros em uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq Iceland em novembro.
  • •Os fundos serão utilizados para expandir a marca para o turismo de luxo, com planos para um resort nas montanhas e um empreendimento em geleiras, além de uma possível aquisição da Arctic Adventures.
  • •A empresa, avaliada em cerca de 600 milhões de euros, busca diversificar suas atividades e reduzir a dependência de sua principal atração, apesar dos riscos associados à atividade vulcânica na região.

O Blue Lagoon, icônico complexo de águas termais da Islândia, anunciou planos para se tornar uma plataforma de turismo de luxo e prepara uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq Iceland em novembro, com o objetivo de captar 100 milhões de euros.

A operação pode avaliar a empresa em aproximadamente 600 milhões de euros, segundo o Financial Times. Os recursos levantados não se destinarão apenas à expansão do spa, mas também a novos empreendimentos em regiões montanhosas e próximas a geleiras, consolidando a estratégia de diversificação da Bláa Lónid hf.

Novos empreendimentos e aquisições planejadas

Um dos principais projetos é a construção de um resort nas montanhas da Islândia, com investimento estimado em 130 milhões de euros e inauguração prevista para 2028. Adicionalmente, a companhia planeja desenvolver um empreendimento voltado ao turismo em geleiras, com abertura estimada entre 2029 e 2031.

Outra frente de expansão envolve a possível aquisição da Arctic Adventures, operadora de turismo de aventura. Caso aprovada, a transação poderá adicionar cerca de 90 milhões de euros em receita e 18 milhões de euros em lucro operacional à companhia, que busca reduzir sua dependência da lagoa principal.

Recuperação financeira e riscos geológicos

A abertura de capital ocorre em um momento de recuperação financeira para a empresa. Após uma queda na receita em 2024, afetada pela atividade vulcânica na península de Reykjanes que interrompeu operações, a receita voltou a crescer em 2025, atingindo 156,1 milhões de euros. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 29,4 milhões de euros.

Para 2026, a empresa projeta receita de 174 milhões de euros e lucro operacional de 41 milhões de euros. No entanto, a proximidade com a área vulcânica de Grindavík representa um risco, com erupções desde dezembro de 2023 que já causaram evacuações e interrupções temporárias, além de atingirem o estacionamento e a estrada de acesso em novembro de 2024.

História e impacto do Blue Lagoon

O Blue Lagoon originou-se na década de 1980 a partir da água descartada por uma usina geotérmica, que formou um reservatório onde moradores começaram a tomar banho. A paisagem única atraiu visitantes, levando à fundação da companhia em 1992.

Atualmente, o complexo, que recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano, inclui hotéis, restaurantes, experiências de bem-estar e uma linha de produtos de cuidados com a pele. A atração responde por mais de um terço dos turistas que visitam a Islândia. A empresa também aprovou um programa de opções de compra de ações para cerca de 700 funcionários.

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