Blue Lagoon da Islândia planeja IPO de 100 milhões de euros na Nasdaq Iceland

Destaques
- •O Blue Lagoon, famoso complexo de águas termais da Islândia, busca captar 100 milhões de euros em uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq Iceland em novembro.
- •Os fundos serão utilizados para expandir a marca para o turismo de luxo, com planos para um resort nas montanhas e um empreendimento em geleiras, além de uma possível aquisição da Arctic Adventures.
- •A empresa, avaliada em cerca de 600 milhões de euros, busca diversificar suas atividades e reduzir a dependência de sua principal atração, apesar dos riscos associados à atividade vulcânica na região.
O Blue Lagoon, icônico complexo de águas termais da Islândia, anunciou planos para se tornar uma plataforma de turismo de luxo e prepara uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq Iceland em novembro, com o objetivo de captar 100 milhões de euros.
A operação pode avaliar a empresa em aproximadamente 600 milhões de euros, segundo o Financial Times. Os recursos levantados não se destinarão apenas à expansão do spa, mas também a novos empreendimentos em regiões montanhosas e próximas a geleiras, consolidando a estratégia de diversificação da Bláa Lónid hf.
Novos empreendimentos e aquisições planejadas
Um dos principais projetos é a construção de um resort nas montanhas da Islândia, com investimento estimado em 130 milhões de euros e inauguração prevista para 2028. Adicionalmente, a companhia planeja desenvolver um empreendimento voltado ao turismo em geleiras, com abertura estimada entre 2029 e 2031.
Outra frente de expansão envolve a possível aquisição da Arctic Adventures, operadora de turismo de aventura. Caso aprovada, a transação poderá adicionar cerca de 90 milhões de euros em receita e 18 milhões de euros em lucro operacional à companhia, que busca reduzir sua dependência da lagoa principal.
Recuperação financeira e riscos geológicos
A abertura de capital ocorre em um momento de recuperação financeira para a empresa. Após uma queda na receita em 2024, afetada pela atividade vulcânica na península de Reykjanes que interrompeu operações, a receita voltou a crescer em 2025, atingindo 156,1 milhões de euros. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 29,4 milhões de euros.
Para 2026, a empresa projeta receita de 174 milhões de euros e lucro operacional de 41 milhões de euros. No entanto, a proximidade com a área vulcânica de Grindavík representa um risco, com erupções desde dezembro de 2023 que já causaram evacuações e interrupções temporárias, além de atingirem o estacionamento e a estrada de acesso em novembro de 2024.
História e impacto do Blue Lagoon
O Blue Lagoon originou-se na década de 1980 a partir da água descartada por uma usina geotérmica, que formou um reservatório onde moradores começaram a tomar banho. A paisagem única atraiu visitantes, levando à fundação da companhia em 1992.
Atualmente, o complexo, que recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano, inclui hotéis, restaurantes, experiências de bem-estar e uma linha de produtos de cuidados com a pele. A atração responde por mais de um terço dos turistas que visitam a Islândia. A empresa também aprovou um programa de opções de compra de ações para cerca de 700 funcionários.



