Betelgeuse volta a escurecer e intriga astrônomos com nova diminuição de brilho

Destaques
- •A estrela supergigante vermelha Betelgeuse, a cerca de 650 anos-luz da Terra, apresentou uma nova e intrigante diminuição em seu brilho.
- •Cientistas observaram uma mudança na magnitude de +0,5 para 0,95, tornando a estrela menos brilhante que sua vizinha Aldebaran.
- •Novas observações conjuntas entre os telescópios Hubble e VLT buscam desvendar os ciclos de pulsação e escurecimento da estrela, possivelmente ligados a uma companheira estelar.
A estrela supergigante vermelha Betelgeuse, uma das mais brilhantes do céu e integrante da constelação de Órion, voltou a intrigar astrônomos com uma nova diminuição em seu brilho. O fenômeno, observado recentemente, pode sinalizar processos em andamento no interior do astro, localizado a aproximadamente 650 anos-luz da Terra.
Em agosto, cientistas registraram uma mudança na magnitude da estrela, que descreve seu brilho, de +0,5 para 0,95. Embora a variação possa parecer pequena, foi suficiente para que Betelgeuse se tornasse menos brilhante que sua vizinha Aldebaran, na constelação de Touro. Essa variabilidade estelar é documentada desde 1836 e já se sabe que Betelgeuse passa por processos como contrações internas, erupções de poeira e interferências gravitacionais.
Ciclos de pulsação e evolução estelar
A Betelgeuse encontra-se em uma fase avançada de sua evolução estelar, aproximando-se do fim de seu ciclo de vida. Isso a faz passar por ciclos regulares de pulsação, com duração aproximada de 430 dias. Durante esses ciclos, a estrela se expande e contrai, alterando sua emissão luminosa.
Na fase de expansão, as camadas externas da estrela perdem temperatura, resultando em menor emissão de luz. Já na contração, o calor se concentra, e a Betelgeuse pode atingir picos de intensidade comparáveis a até 14 mil sóis. Esse comportamento dinâmico a torna imprevisível a olho nu.
A busca por explicações e a estrela companheira
Um avanço significativo na compreensão desses fenômenos ocorreu no início de 2026, com observações conjuntas realizadas pelos telescópios espaciais Hubble e o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul, no Chile. Esses instrumentos captaram evidências diretas de uma discreta estrela companheira orbitando a supergigante.
Formalmente batizada de Alpha Ori B, esta parceira estelar interage gravitacionalmente com a poeira e o gás ao redor de Betelgeuse. Os cientistas acreditam que essa interação pode ser a chave para explicar os ciclos mais longos de escurecimento observados na supergigante vermelha, adicionando uma nova camada de complexidade ao estudo do astro.
Matérias originais
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