Azul adia recuperação e mantém crescimento cauteloso devido ao combustível

Destaques
- •Companhia aérea brasileira Azul prevê recuperação mais lenta que o esperado.
- •Preços altos do combustível de aviação continuam pressionando margens.
- •Azul foca em diversificar negócios além do transporte de passageiros.
A Azul, uma das principais companhias aéreas brasileiras, adiou seus planos de recuperação e crescimento. O diretor financeiro Antonio Carlos Garcia revelou que a empresa agora espera uma retomada mais lenta do que o previsto inicialmente.
O principal vilão dessa demora são os altos preços do combustível de aviação, que continuam a apertar as margens de lucro da companhia. Mesmo após sair da recuperação judicial (Chapter 11) em fevereiro, a pressão se mantém.
A Azul já reduziu sua capacidade em mais de 10% no segundo trimestre e planeja um crescimento modesto a partir do fim do ano. A empresa conseguiu repassar apenas entre 60% e 65% dos aumentos de custo do combustível para as tarifas.
A companhia busca diversificar suas fontes de receita, apostando em áreas como programa de fidelidade, serviços de viagem, carga e manutenção, em vez de focar apenas no transporte de passageiros. A dívida total da empresa caiu para R$ 21,4 bilhões após a reestruturação.

