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Ataque em Hebron pode impulsionar Netanyahu em eleições israelenses

24 de outubro de 2026
Ataque em Hebron pode impulsionar Netanyahu em eleições israelenses

Destaques

  • •Ataque em Hebron com morte de dois soldados israelenses ocorre às vésperas de eleições cruciais.
  • •Especialista avalia que o episódio pode beneficiar Benjamin Netanyahu, reforçando seu discurso de segurança nacional.
  • •O resultado eleitoral e o impacto do ataque na política israelense serão acompanhados de perto.

Um ataque em Hebron, na Cisjordânia, que resultou na morte de dois soldados israelenses, ocorre em um momento crítico para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, às vésperas das eleições israelenses marcadas para a próxima terça-feira (27).

Segundo Danny Zahreddine, professor de Relações Internacionais da PUC Minas, o atentado tende a beneficiar Netanyahu, que historicamente baseia suas campanhas na segurança nacional. O especialista avalia que, mesmo que o ataque tenha sido uma tentativa de grupos palestinos de prejudicar o líder israelense, o efeito colateral pode ser favorável a ele.

Disputa acirrada às vésperas do pleito

O cenário eleitoral atual é desafiador para Netanyahu. A oposição, que inclui o grupo de Gadi Eisenkot, detém um número de cadeiras superior ao do Likud e seus aliados. Nesse contexto, Zahreddine sugere que Netanyahu tentará capitalizar o ataque para reverter essa desvantagem, reforçando sua imagem de líder com "pulso firme" no controle da Cisjordânia.

A cidade de Hebron, com mais de 250 mil habitantes, é a maior cidade palestina na Cisjordânia e possui grande relevância religiosa e política. Ela abriga um espaço compartilhado entre mesquita e sinagoga, onde estão os túmulos de figuras bíblicas como Abraão e Sara.

Discurso de experiência e isolamento diplomático

Zahreddine acredita que Netanyahu usará o episódio para se apresentar como o único líder com experiência suficiente para lidar com a violência no conflito com o mundo árabe. No entanto, o professor ressalta que práticas como a demolição de casas e expulsão de pessoas em Hebron podem ter um efeito diplomático adverso, aprofundando o isolamento de Israel.

O especialista também mencionou que, nos dias anteriores às eleições, houve especulações sobre uma possível guerra com o Irã, que teria sido desejada por Netanyahu e evitada por Trump.

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