Argentina: Pobreza dispara e plano Milei sob pressão
Destaques
- •Pobreza atinge 32,3% da população argentina no primeiro semestre de 2026.
- •Indigência sobe para 7,5%, afetando 3,6 milhões de pessoas.
- •Crescimento da pobreza é atribuído à inflação, perda de poder de compra e desemprego.
A Argentina viu a pobreza saltar para 32,3% no primeiro semestre de 2026, um aumento de 4,1 pontos percentuais em relação ao período anterior. Isso significa que 15,5 milhões de argentinos vivem em situação de pobreza.
A indigência também cresceu, atingindo 7,5% da população, o que equivale a 3,6 milhões de pessoas. Esse cenário preocupante é resultado direto da alta inflação, da queda no poder de compra e da redução do emprego formal.
Essa escalada social coloca em xeque o plano econômico do presidente Javier Milei, que tem enfrentado uma destruição diária de postos de trabalho desde que assumiu.
O mercado de trabalho argentino tem sofrido com a eliminação de cerca de 460 postos de trabalho formal por dia, e a atividade econômica encolheu 2,9% em julho, indicando uma possível recessão técnica. O investimento estrangeiro direto também atingiu níveis historicamente baixos.
A situação é ainda mais crítica para crianças e adolescentes, com 44,5% vivendo em lares pobres. A cesta básica familiar aumentou 19,6% no período, superando a inflação acumulada, e o salário mínimo real teve uma perda de 39,1% desde dezembro de 2023. 📉



