Argentina: Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais em 31 meses

Destaques
- •Queda de 6,1% no total de companhias registradas no país.
- •Perda de 245,6 mil postos de emprego privado formal.
- •Setores industriais sofrem retração, com destaque para eletrônicos e médicos.
A Argentina de Javier Milei viu 31.342 empresas sumirem do mapa em pouco mais de dois anos. É um baque de 6,1% no total de companhias registradas no país.
Essa debandada de negócios se reflete diretamente no mercado de trabalho: foram 245,6 mil empregos formais privados a menos, uma queda de 3,9%.
A situação é tão crítica que o número de empresas fechadas se compara ao período da pandemia. Apenas a província de Neuquén, impulsionada pelo gás de Vaca Muerta, foge à regra.
O impacto na indústria é pesado, com retração de 2,6% em 12 meses. Setores como o de equipamentos eletrônicos e médicos sentem o golpe mais forte, com queda de 19,1%.
Apesar da queda na inflação, que saiu de 289% para 33,5% em um ano, a economia argentina mostra sinais de fragilidade. Especialistas apontam que a moeda sobrevalorizada, o corte de gastos e empréstimos do FMI sustentam essa estabilidade, mas prejudicam a indústria e o emprego.
O cenário é de alerta, mesmo para publicações como a The Economist, que já apontou que salários reais estão menores e empregos formais desaparecendo. 📉



