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Apple alerta para aumento de custos de chips de memória e impacto em preços

03 de novembro de 2026
Apple alerta para aumento de custos de chips de memória e impacto em preços

Destaques

  • •Apple expressa preocupação com crise de chips de memória, citando custos sem precedentes.
  • •Aumento nos custos de produção pode levar a margens de lucro menores e reajustes de preços em dispositivos.
  • •Futuras renovações de catálogo e investimentos em IA exigirão novas encomendas de peças.

A Apple manifestou preocupação com a crise de chips de memória, que afeta o mercado de tecnologia globalmente. Em seu mais recente relatório fiscal, divulgado nesta segunda-feira (2), o CEO da companhia, John Ternus, descreveu o momento como "sem precedentes" em relação ao preço desses componentes essenciais para eletrônicos.

Segundo Ternus, a indústria tem visto um aumento contínuo nos preços da memória desde o final do ano passado. Ele explicou que os custos mais altos foram parcialmente compensados pela manutenção de estoques de componentes adquiridos a preços mais baixos e por menores custos em outros itens que não são memórias. No entanto, a expectativa é de que o preço dos chips de memória continue a subir, com previsões de fabricantes como Micron, Samsung e SK Hynix indicando um agravamento da situação até 2027.

Crise de oferta e demanda afeta o mercado

A crise de chips de memória é motivada por um desequilíbrio entre oferta e demanda. Fabricantes estão priorizando encomendas massivas de chips para empresas de inteligência artificial (IA), que demandam componentes mais poderosos e caros, oferecendo maior margem de lucro. Isso tem impactado diretamente indústrias como a de PCs e smartphones, que já registraram quedas de até 20% no volume global de vendas.

O chefe de operações da Apple, Sabih Khan, não descartou futuros aumentos no preço de dispositivos da empresa. Neste ano, a companhia já realizou um raro reajuste no valor cobrado por eletrônicos, com impacto também no mercado brasileiro. A pressão sobre os custos ocorre em um momento em que a Apple lidera uma série de lançamentos de novos produtos, como o MacBook Pro com tela sensível ao toque e novos iPads, que utilizam o estoque atual de chips.

Impacto nas finanças e estratégia da Apple

A Apple reconhece que a crise pode trazer novas consequências financeiras. A empresa aumentou suas obrigações de compra de componentes, o que significa um impacto nas finanças. Com o aumento no custo de produção de cada aparelho, a margem de lucro da companhia deve diminuir. Para o trimestre encerrado em setembro, a margem bruta recuou para 47,9%, e para o trimestre de dezembro, a projeção é de uma nova contração, entre 45% e 46%, pressionada também pelos custos do lançamento de uma Siri baseada em IA.

A companhia também atribui maiores gastos à sua aposta no setor de IA, com a nova Siri AI e o pacote Apple Intelligence, que exigem maiores investimentos. A estratégia de reajustar preços para proteger a lucratividade, combinada com a forte procura pela linha iPhone 18 Pro, permitiu à Apple superar estimativas de vendas. No entanto, analistas alertam que novos aumentos de preço correm o risco de afastar compradores em um cenário de inflação em alta.

As ações da Apple chegaram a despencar cerca de 4% após a divulgação dos resultados, com a perda de mais de US$ 170 bilhões em valor de mercado. A situação pressiona o futuro lançamento de novos produtos e a competitividade da empresa no mercado global.

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