Anthropic pode fazer o maior IPO da história com valuation de US$ 2 trilhões
Destaques
- •A startup de inteligência artificial Anthropic, fundada por ex-funcionários da OpenAI, planeja uma possível abertura de capital (IPO).
- •A empresa pode ser avaliada em US$ 2 trilhões, o que a tornaria a maior oferta pública inicial da história.
- •O futuro IPO é um marco para a companhia, que busca se consolidar como uma das principais concorrentes da OpenAI no desenvolvimento de IA com foco em segurança.
A Anthropic, startup de inteligência artificial (IA) fundada em 2021 por sete ex-funcionários da OpenAI, prepara-se para uma possível abertura de capital (IPO) que pode avaliá-la em impressionantes US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,8 trilhões). Se concretizada, a operação se tornaria a maior oferta pública inicial da história do mercado financeiro.
A fundação da Anthropic ocorreu após divergências significativas entre os ex-colegas da OpenAI sobre a abordagem para o desenvolvimento seguro da IA. Desde então, a empresa se estabeleceu como uma das principais concorrentes de sua antiga empregadora, com um foco explícito em segurança e controle dos sistemas de inteligência artificial.
Origem e fundadores da Anthropic
Os sete fundadores trouxeram consigo uma vasta experiência em áreas cruciais para o desenvolvimento de IA. Dario Amodei, CEO, lidera as discussões sobre segurança e controle, com um histórico acadêmico em física e biofísica, e passagens pela Baidu, Google e OpenAI. Sua irmã, Daniela Amodei, presidente, supervisiona as operações empresariais e possui experiência em desenvolvimento internacional e operações de risco na Stripe.
Jared Kaplan, diretor científico, é especialista em IA constitucional, um método de treinamento de modelos baseado em princípios. Sam McCandlish, arquiteto-chefe, foca no treinamento de modelos em larga escala, com doutorado em física teórica. Tom Brown, diretor de computação, gerencia a infraestrutura computacional, com formação em engenharia pelo MIT.
Jack Clark, responsável por benefício público, tem background em jornalismo de tecnologia e políticas públicas, tendo liderado a área de políticas públicas na Anthropic. Christopher Olah, líder de pesquisa em interpretabilidade, dedica-se a entender o funcionamento interno das redes neurais, com experiência em aprendizado de máquina e redes neurais, e passagens pelo Google e OpenAI.
Divergências e foco em segurança
A saída do grupo da OpenAI em 2021 foi motivada por discordâncias sobre a velocidade e os métodos de desenvolvimento da IA, especialmente no que diz respeito à segurança. A Anthropic nasceu com o propósito de construir sistemas de IA de forma mais cautelosa e responsável, buscando evitar riscos potenciais associados à tecnologia.
Essa filosofia se reflete na estrutura da empresa, onde cada fundador contribui com sua expertise específica: gestão, pesquisa científica, infraestrutura computacional, desenvolvimento de modelos, políticas públicas e interpretabilidade. A empresa tem se posicionado publicamente sobre a necessidade de desaceleração do desenvolvimento da IA e maior fiscalização, como demonstrado por Dario Amodei e Christopher Olah em diferentes fóruns.
O futuro com a possível abertura de capital
Uma eventual abertura de capital com a avaliação de US$ 2 trilhões não apenas consolidaria a Anthropic como uma gigante do setor, mas também transformaria seus fundadores em bilionários, dependendo de suas participações acionárias. O sucesso da operação dependerá da avaliação efetiva da empresa no mercado e da sua capacidade de manter a trajetória de crescimento e inovação com foco em segurança.
A empresa, que desenvolveu o chatbot Claude, compete diretamente com a OpenAI e outras grandes players do mercado de IA. A possível IPO representa um novo capítulo para a startup, que busca expandir sua influência e recursos para continuar na vanguarda do desenvolvimento de inteligência artificial segura.
Matérias originais
- Eles saíram da OpenAI para criar a Anthropic; agora, podem virar bilionários · olhardigital.com.br



