ANDC critica falta de planejamento e pede regras claras para setor de combustíveis
Destaques
- •Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis alerta para insegurança jurídica e pede articulação de políticas públicas.
- •A arrecadação federal com petróleo e gás natural saltou 471% entre janeiro e agosto de 2026, totalizando R$ 93,3 bilhões.
- •O setor de distribuição de combustíveis aguarda um plano de longo prazo com regras claras e previsibilidade.
O presidente da ANDC, Francisco Neves, sinalizou que o próximo governo precisa urgentemente aprimorar o planejamento econômico e regulatório do setor de combustíveis. Segundo ele, a falta de articulação nas políticas públicas e a interferência política nas decisões econômicas criam um ambiente de insegurança para as empresas, mesmo diante de crises globais como o conflito no Oriente Médio.
Neves defende que a regulação considere a sustentabilidade econômica de toda a cadeia, da produção ao varejo, e que o setor supere a polarização entre privatização e estatização. Ele ressaltou a importância de regras claras para estimular a concorrência e evitar desequilíbrios entre grandes empresas e distribuidoras regionais.
Apesar das turbulências, a arrecadação federal com extração de petróleo e gás natural registrou um expressivo aumento real de 471,35% entre janeiro e agosto de 2026, alcançando R$ 93,3 bilhões. No entanto, a ANDC aponta que a taxa de 12% sobre a exportação de petróleo, implementada de forma súbita, gerou reações e contestações judiciais, com empresas alegando impacto no fluxo de caixa.
A associação também criticou o programa de subvenção ao diesel e gasolina, que, segundo Neves, cria dificuldades de fluxo de caixa para as empresas, especialmente as regionais, devido ao longo intervalo entre a compra do combustível e o recebimento do subsídio. Ele sugere que o governo complemente a política de preços com campanhas de consumo racional e medidas para ampliar a oferta, além de garantir respeito aos marcos regulatórios.


