Agro respira aliviado com Flávio Bolsonaro na frente, mas cobra interlocutor
Destaques
- •Setor do agronegócio demonstra alívio com o resultado do primeiro turno.
- •Lideranças do agro cobram a definição de um interlocutor formal para o setor.
- •Expectativa de continuidade do modelo de interlocução com a FPA e possível retorno de Tereza Cristina.
O agronegócio recebeu com alívio e sinalização positiva o cenário após Flávio Bolsonaro (PL) ter superado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições.
Apesar do otimismo, o setor aponta uma lacuna: a falta de um interlocutor formal para o agronegócio, uma demanda que já vem sendo feita por lideranças. A expectativa é que a liderança de Flávio no primeiro turno acelere essa definição.
No Ministério da Agricultura, a aposta é na continuidade do modelo de gestão dos anos anteriores, com forte participação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na escolha de nomes. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) surge como principal referência, já envolvida na elaboração do plano de governo de Flávio.
A composição de uma equipe econômica mais alinhada ao mercado financeiro também é vista como um sinal de compromisso fiscal, com reflexos positivos esperados sobre os juros.
Contudo, o setor não espera um "cheque em branco" e cobra uma agenda de Estado, com reconhecimento dos resultados eleitorais e diálogo com a oposição.
A tendência é de uma bancada ruralista fortalecida e mais coesa com a direita no Congresso, consolidando a FPA como base próxima ao Planalto.
Com um presidente alinhado, o setor projeta maior convergência federativa e previsibilidade regulatória, embora essa convergência não garanta uma "agenda automática". 💰
