Ágora Investimentos troca Allos por Telefônica Brasil em carteira de dividendos

Destaques
- •Ágora Investimentos ajusta carteira recomendada de dividendos para novembro, substituindo Allos (ALOS3) por Telefônica Brasil (VIVT3).
- •A escolha pela dona da Vivo se baseia em sua sólida geração de caixa, baixa sensibilidade ao cenário macroeconômico e perfil defensivo em ambiente de juros altos.
- •A carteira de outubro registrou desempenho negativo de 7,6%, ligeiramente superior ao Ibovespa.
A Ágora Investimentos promoveu uma alteração em sua carteira recomendada de dividendos para o mês de novembro. A principal mudança foi a retirada das ações da Allos (ALOS3) e a inclusão da Telefônica Brasil (VIVT3), empresa responsável pela marca Vivo, em seu lugar.
A decisão de incluir a Telefônica Brasil foi justificada pela equipe de analistas da Ágora em função de sua sólida geração de caixa, baixa sensibilidade a flutuações do cenário macroeconômico e um perfil considerado defensivo, especialmente em um ambiente de juros longos mais elevados.
Segundo os analistas, a recente mudança na percepção do mercado tende a favorecer empresas que apresentam geração de caixa mais imediata e menor exposição ao aumento do custo de capital. Essas características, de acordo com a Ágora, reforçam a atratividade da Telefônica Brasil.
Revisão de estimativas e outras ações na carteira
Além da nova integrante, a Ágora Investimentos revisou suas estimativas para a Telefônica Brasil, mantendo as projeções de receita para 2026 e 2027 praticamente inalteradas. Os ajustes realizados refletem novas estratégias comerciais, impactando o mix entre receitas móveis e fixas.
A carteira recomendada de dividendos para novembro é completada pelas ações de Copasa (CSMG3), Itaú (ITUB4), Caixa Seguridade (CXSE3) e ISA Energia (ISAE4). A seleção busca oferecer aos investidores opções com potencial de bons dividendos.
Desempenho da carteira em outubro
No mês de outubro, até o dia 28, a carteira recomendada pela Ágora Investimentos registrou um desempenho negativo de 7,6%. Este resultado foi ligeiramente superior ao recuo de 8,2% observado no Ibovespa (IBOV) no mesmo período, indicando uma performance relativamente mais resiliente em um mês de volatilidade para o mercado.


