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África do Sul não proíbe importação de frango brasileiro, mas restringe focos de doença

28 de outubro de 2026
África do Sul não proíbe importação de frango brasileiro, mas restringe focos de doença

Destaques

  • •África do Sul informou que não haverá proibição geral à importação de aves do Brasil.
  • •Restrições serão aplicadas apenas a estabelecimentos com focos da doença de Newcastle, que não afeta humanos.
  • •Brasil é o principal fornecedor de aves para a África do Sul, respondendo por 70% das importações.

A África do Sul informou nesta quarta-feira (data não especificada nos textos) que não imporá uma proibição geral à importação de frango e outras aves do Brasil. A decisão restringe as remessas apenas a estabelecimentos onde foram registrados focos da doença de Newcastle, uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves, mas sem impacto para a saúde humana.

O país africano é um dos principais importadores de aves brasileiras, adquirindo cerca de um quinto de seu consumo anual. O Brasil é responsável por pelo menos 70% do total das importações sul-africanas. A notificação sobre o surto inicial no Estado de Santa Catarina foi feita pelas autoridades brasileiras em 20 de outubro. Na véspera, o governo brasileiro já havia anunciado um terceiro foco da doença em uma granja avícola em Nova Erechim (SC).

Restrições e embargos internacionais

Enquanto a África do Sul optou por uma restrição focada, outros importantes importadores do produto brasileiro adotaram medidas mais amplas. A China, Arábia Saudita e Chile colocaram embargos restritos ao Estado de Santa Catarina. Por outro lado, Malásia e México optaram pela proibição total das importações do Brasil, de acordo com o Ministério da Agricultura brasileiro.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou na terça-feira (28) o terceiro foco da doença de Newcastle em uma criação de aves no Oeste do estado, em Nova Erechim, com 9.600 animais. Este local está dentro da área de emergência zoosanitária declarada após o primeiro registro em 19 de outubro. Assim como nos casos anteriores, as aves não apresentaram sintomas.

Segurança do consumo e controle sanitário

O Ministério da Agricultura ressaltou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro para os humanos. A doença de Newcastle, embora possa ser letal para as aves, em humanos pode causar, no máximo, uma conjuntivite transitória. A transmissão ocorre pelo contato direto com as aves infectadas, e não pelo consumo de carne ou ovos.

As ações de controle sanitário em Santa Catarina incluem a vistoria de propriedades e o monitoramento de criações. A Cidasc informou que a operação mantém quatro barreiras sanitárias ativas, com fiscalização e desinfecção de veículos. O raio de vigilância das equipes foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros após a confirmação em Nova Erechim.

Os certificados sanitários veterinários acordados entre Brasil e África do Sul permitem que o comércio de carne fresca de aves, ovos para incubação e pintinhos de um dia continue, sujeito aos requisitos de importação, apesar dos focos registrados.

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