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A Idade do Presidente Importa? Liderança e Risco no Mundo em Ruptura

22 de fevereiro de 2026

Destaques

  • Análise de risco sobre a idade de líderes políticos em cenários de rápida transformação.
  • Comparativo entre a experiência como ativo em tempos de estabilidade e a adaptabilidade em tempos de ruptura.
  • A necessidade de avaliar a liderança política sob a ótica de risco-retorno, similar ao mercado financeiro.

Acordei com dores nas costas após um torneio de golfe, e a reflexão foi clara: o corpo já não aguenta mais competir como antes. Aos 59 anos, a sensação de juventude não se traduz em performance sustentada. Essa percepção me levou a pensar nas próximas eleições e na tomada de decisão em um mundo que muda cada vez mais rápido.

Lembro de Ulysses Guimarães e o slogan “vote no velhinho”, símbolo de uma era onde experiência era chave. Hoje, o contexto é outro. Lula disputará mais uma eleição aos 81 anos, e o mundo acelerou, o custo do erro aumentou. A idade, em cargos de poder máximo, não é questão identitária, mas uma variável objetiva de risco.

Vivemos um momento de ruptura histórica profunda, com transformações tecnológicas, inteligência artificial e uma nova geopolítica global. Governar exige lidar com sistemas interconectados e dinâmicos.

Neste ambiente, o perfil de liderança necessário mudou. Em períodos de estabilidade, experiência e senioridade são ativos valiosos. Em períodos de ruptura, adaptabilidade, velocidade de processamento e energia cognitiva se tornam determinantes. A idade avançada deixa de ser secundária e se transforma em um fator relevante de risco.

A eleição de 1989 com Ulysses ilustra o ponto. Sua campanha focou em experiência, mas o eleitorado buscava ruptura e futuro. Foi um descompasso entre liderança e momento histórico.

No mercado, não se escolhem ativos por intenções, mas por probabilidade de falha e capacidade de mitigação. A idade avançada afeta a liderança em algumas dimensões: risco de descontinuidade médica, risco cognitivo estrutural (redução na velocidade de processamento) e risco de governança (maior delegação a assessores não eleitos).

Empresas entendem isso e impõem limites etários. A política prefere fingir que essas variáveis não existem. Discutir idade na liderança não é preconceito, é responsabilidade com o futuro.

A pergunta correta não é se líderes idosos são bem-intencionados, mas se oferecem o melhor perfil de risco-retorno para conduzir sociedades complexas em momentos de ruptura histórica. 📉

Fontes

https://braziljournal.com/feed/

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