Ypê respira aliviada: Anvisa alivia punição, mas crise com Unilever expõe guerra de mercado

Destaques
- •Anvisa suspende recolhimento imediato de produtos Ypê, mas mantém proibições de fabricação e venda.
- •Unilever é apontada como denunciante de lotes contaminados com bactérias.
- •Ypê acusa Unilever de 'beligerância' e tentativa de manipulação para ganho comercial.
A Anvisa deu um respiro para a Ypê nesta sexta-feira (15), mas a poeira da crise ainda não baixou. A agência suspendeu a exigência de recolhimento imediato de dezenas de produtos da marca, mas manteve a proibição de fabricação, distribuição e venda.
A decisão veio após a Folha de S.Paulo revelar que a Unilever, gigante dona de marcas como Omo, foi quem apresentou denúncias formais contra a Química Amparo, proprietária da Ypê. Laudos de laboratórios internacionais apontaram a presença de bactérias como Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas.
A Ypê não ficou quieta e rebateu, acusando a Unilever de agir de forma 'beligerante' e tentar 'instrumentalizar' órgãos públicos para obter vantagens comerciais. O que era uma crise sanitária virou uma disputa de mercado explícita.
A inspeção da Anvisa identificou 76 irregularidades na produção da Ypê, com falhas em etapas críticas e no controle de qualidade. A empresa já reconheceu os problemas e apresentou mais de 200 ações corretivas. Uma nova inspeção está marcada para checar o avanço.
O caso mexe com um mercado aquecido: o de detergentes lava-louças, onde a Ypê tem quase 40% de participação e cresceu 25% entre 2023 e 2025. A penetração da marca, presente em 95% dos lares brasileiros, agora pesa dos dois lados. A turbulência ainda se mistura com a política, dado que a família controladora da Ypê fez doações à campanha de Jair Bolsonaro em 2022. 📉




